Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Fim do Tábu Presidêncial

O Sr. Silva de Boliqueime desfez ontem mais um tábu político, ao anunciar a sua recandidatura à Presidência da República. Aliás, confirmou aquilo que o pregador de domingo disse na sua homilia dominical na TVI uma semana antes. Com efeito, lá vimos no dia 26 de Outubro de 2010, pelas 20h 15m, no Centro Cultural de Belém o Sr. Silva a desfazer o tábu, anunciando a sua recandidatura.

 

São sobejamente conhecidas as minhas antipatias políticas pelo Sr. Silva, tendo-o combatido politicamente quando militava no então Partido Popular, não me arrependendo nada de o ter feito. Por outro lado, sou Monárquico, pelo que as eleições presidênciais pouco ou nada me dizem. São eleições que, por via de regra, não exerço o meu dever cívico.

 

Mas além de Monárquico, também sou assumidamente e sem quaisquer espécies de complexos ou tábus, de direita, posicionando-me no campo da direita conservadora/liberal. E sei que há muitas pessoas que são de direita, mas que se deixam ir no canto da sereia e, com medo que a Chefia de Estado seja ocupada por uma pessoa de esquerda, sente-se tentada a dar o seu voto ao atadinho de Boliqueime.

 

Para mim, Aníbal Cavaco Silva, pese embora seja uma pessoa séria e honesta, e um bom economista, politicamente é uma nódoa. E está associado aos piores momentos da História recente de Portugal.

 

Como Primeiro Ministro vendeu-se aos interesses estrangeiros, tendo contribuído decisivamente para a morte da agricultura, das pescas e da pouca industria que o País tinha. Recusou categoricamente o referendo ao Tratado de Maastricht, que abria, como veio a abrir, as portas para uma União Europeia assente em moldes federalistas, como também recusou o referendo sobre a adesão à moeda única, quando muitas vozes na altura avisavam para os perigos que poderiam advir para a economia nacional caso Portugal aderisse ao Euro. Os tristes resultados estão à vista.

 

Para recusar os referendos quer ao Tratado de Maastricht, quer sobre a adesão de Portugal à moeda única, os argumentos que o Sr. Silva usava era a de que os referendos eram caros, e seriam muito dispendiosos ao País. No entanto já havia dinheiro para financiar as várias voltas ao Mundo que Mário Soares fez enquanto Chefe de Estado, sempre acompanhado de sumptuosas comitivas. Como também havia dinheiro a granel para a política de betão, que contribuiu decisivamente para a morte da nossa industria, da nossa agricultura e das nossas pescas.

 

Como Chefe de Estado, ou Presidente da República, para agradar aos republicanos, a actuação do Sr. Silva foi igualmente calamitosa. Mais uma vez engajado aos interesses federalistas de Bruxelas, fez com que PS e PSD metessem na gaveta a promessa eleitoral de referendar o Tratado de Lisboa, que mais não é do que uma legitimação a posteriori dos Tratados de Maastricht e de Nice, com vista ao implemento de uma União Europeia federalista, com a consequente perda de soberania dos Estados membros. Nada fez para salvar Portugal do grave buraco em que se encontra mergulhado, com tendência para se afundar ainda mais, apesar de numa atitude bacoca e saloia, ter dito que se não fosse ele, Portugal estaria numa situação pior à que se encontra.

 

No entanto, enquanto Chefe de Estado, traiu os princípios que alega defender, ao ter permitido a realização de um novo referendo, com vista à obtenção da despenalização do aborto (para a realização desse referendo já havia dinheiro), tendo promulgado essa criminosa lei, bem como promulgou a lei que permite o casamento civil de duas pessoas do mesmo sexo, dando como argumento para a promulgação dessa lei a grave crise económica que se vive em Portugal. Pelo que nada me espantará que, caso seja reeleito, promulgue leis que permitam a eutanásia ou o canibalismo, atendendo à grave subversão de valores que existe neste País.

 

Pergunto pois: É de atadinhos e de incompetentes destes que o País precisa para resolver os graves problemas com que se depara? Em vez de ser a solução para os problemas do País, Cavaco Silva é parte importante dos problemas.

 

Tenho para mim que Cavaco Silva é um saloio deslumbrado que julga ser o grande Messias que Portugal tanto precisa. Quando, em abono da verdade, o País não precisa de Cavaco Silva para nada. Ele que vá para Boliqueime e que lá fique a gozar o resto dos seus dias, que nós cá nos tentaremos governar.

publicado por novadireita às 10:14
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1 comentário:
De novadireita a 27 de Outubro de 2010 às 14:10
Já agora, o atadinho do Silva de Boliqueime, que vá fazer campanha eleitoral junto da comunidade gay. E que coloque no seu staff de campanha membros da comunidade gay.

Não foi esse cretino que promulgou a lei do casamento panasca, que Quim Barreiros tão bem caracterizou numa das suas canções?


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