Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

O Artigo de António Marinho e Pinto Sobre Mário Soares

No passado mês publiquei neste blog um artigo que o Bastonário da Ordem dos Advogados e Meu Amigo, Dr. António Marinho e Pinto escreveu em tempos sobre Mário Soares. E prometi que iria comentar esse artigo neste mesmo espaço.

 

Como o prometido é devido, aqui vou comentar o referido artigo que o meu Bastonário escreveu sobre Mário Soares.

 

Tal como António Marinho e Pinto, também eu não tenho quaisquer simpatias, sejam pessoais, sejam políticas, em relação a Mário Soares. Mário Soares para mim representa o pior que há na política portuguesa, pelas razões que passo a explicar.

 

Mário Soares define-se a si próprio como socialista, republicano e laico. Ora eu sou precisamente o oposto. Sou conservador/liberal, monárquico e católico. Logo aí estamos em campos opostos.

 

Apesar de achar que o meu País se encontra à deriva, mal governado e entregue a uma cáfila de incompetentes que só se sabem governar a si próprios, em amo o meu País, que também é a minha Pátria. Ao invés, Mário Soares, despreza e trai a sua Pátria.

 

Mário Soares foi um opositor do Estado Novo. Nada a dizer. Só que Mário Soares, enquanto "oposicionista", esteve ligado a grupos subversivos que planearam e executaram atentados terroristas em Portugal, financiando esses mesmos grupos. Mário Soares também financiou os movimentos ditos de libertação das Províncias Ultramarinas de Portugal, que empreendiam uma luta armada contra Portugal. Ao financiar e apoiar os movimentos ditos de libertação do Ultramar Português, que estavam em guerra com Portugal, e que mataram para além dos nossos soldados e marinheiros, muitos civis inocentes, incluindo mulheres e crianças, Mário Soares, ao colocar-se ao lado dos inimigos de Portugal e a apoiar esses mesmos inimigos, estava a trair o seu País.

 

Aquando de uma visita de Marcello Caetano a Londres, em 1973, Mário Soares, liderando um grupo de oposicionistas portugueses que protestavam contra a visita do Presidente do Conselho ao Reino Unido, pisou e cuspiu na Bandeira Nacional. Ora quem comete tão infamante acto, não tem nível, nem perfil, nem prestígio, nem autoridade para desempenhar cargos governativos e de representação do País. Mas Mário Soares foi Ministro, Primeiro-Ministro e Eurodeputado. E mais. Foi também Presidente da República. Por aqui se vê o nível da República.

 

É também por a República ter representantes pessoas como Mário Soares que sou assumidamente, e cada vez mais Monárquico, pois os nossos Reis e Rainhas não tiveram os comportamentos indignos e infamantes para com o seu País como teve Mário Soares.

 

Francisco Sá Carneiro também foi oposicionista do Estado Novo, e não tomou para com o seu País as atitudes indecorosas que foram tomadas por Mário Soares.

 

Mário Soares está também relacionado a um dos mais funestos acontecimentos da História de Portugal, que foi a descolonização do Ultramar, que ele teve a ousadia e o atrevimento de chamar de exemplar.

 

Os movimentos ditos de libertação surgem em pleno período da Guerra Fria, em que o Mundo era dominado pelos EUA e pela URSS, sendo que as Provinciais Ultramarians de Portugal despertavam a cobiça e o interesse de americanos e de soviéticos. Foi então que os EUA organizaram e financiaram o UNITA em Angola, a RENAMO em Moçambique e a UDT em Timor Leste, e a URSS o MPLA em Angola, a FRELIMO em Moçambique, o PAIGC na Guiné Bissau e a FRETILIM em Timor Leste.

 

Mais do que lutarem contra Portugal, os movimentos de libertação lutavam entre si, e contra si, como aconteceu em Angola, em Moçambique e em Timor Leste. Pelo que proceder-se à descolonização imediata das antigas Províncias Ultramarinas de Portugal, conforme pretendia o MFA, seria um erro político gravíssimo, com consequências nefastas.

 

Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, o poder polítco daí saído, no qual Mário Soares era Ministro dos Negócios Estrangeiros, em vez de preparar os povos das Províncias Ultramarinas para uma autodeterminação e autonomia progressivas, promovendo a paz e criando as condições para que as populações locais se pronunciassem em referendo sobre que tipo de autodeterminação é que pretendiam, entregaram de mão beijada o poder aos movimentos de cariz pró-marxista e pró-soviético.

 

Os resultados estão à vista. Milhares e milhares de compatriotas nossos que há várias gerações se encontravam radicadas no Ultramar a terem que regressar à pressa à Metropole apenas com a roupa que tinham no corpo, e perdendo tudo aquilo que amealharam ao longo de toda uma vida de trabalho. Guerras civis em Angola, Moçambique e Timor Leste, com milhares e milhares de mortos e feridos. Instabilidade política na Guiné Bissau, com Golpes de Estado a um ritmo alucinante.

 

Mário Soares não teve a humildade sequer de pedir perdão ao Povo Português pelos atrocidades que lhes inllingiu com a decolonização que ele denominou de exemplar. Pela simples razão que Mário Soares é tudo menos humilde. Se a descolonização foi de exemplar, conforme Mário Soares denomina, então foi-o pela negativa.

 

Claro que António Marinho e Pinto não faz referência a estes episódios, porque António Marinho e Pinto é um homem de esquerda, e estes temas são caros à esquerda. Mas os mesmos têm que ser falados, para que a caracterização de Mário Soares seja completa, e não apenas pela metade.

 

No demais, revejo-me integralmente no artigo que António Marinho e Pinto escreveu sobre essa sinistra personagem da nossa História.

publicado por novadireita às 12:04
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3 comentários:
De paulo a 29 de Setembro de 2014 às 20:40
Não se compreende como uma pessoa que ,pela forma como escreve, se vê que é culta se deixa toldar pelo mais primitivo dos sentimentos, o ódio. Não é obrigado a gostar dele mas se eu quiser utilizar a mesma argumentação odiosa, diria que Sá Carneiro se aproveitou do antigo regime. Não quero argumentar dessa forma nem Sá carneiro merecia, mas não reconhece que ele evitou as ambições soviéticas em Portugal? Não e capaz de abranger que os interesses internacionais impediriam a manutenção do regime colonial? Não se deixe arrastar pelo ódio. Seja racional. Monarquia? Também se acha um predestinado como os reis?


De Indignado a 23 de Maio de 2015 às 12:30
M. Soares NÃO evitou o sovietismo em Portugal..., virou-se contra ele, quando A. Cunhal não quis criar uma frente popular de esquerda..., então MS percebeu que tinha de se aliar à direita e controlá-la, o que fez até certo ponto, dando a falsa idéia de que era contra o PCP, partido ao qual pertenceu, ou não sabe?


De José Carlos a 19 de Junho de 2019 às 17:55
Mário Soares foi uma grande desgraça para Portugal. Na chamada "descolonização", revelou desconhecimento, desisteresse e má fé relativamente a todos os que viviam no Ultramar. Por isso, é perfeitamente justificado o rancor que os chamados "retornados" nutrem por Mário Soares.


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