Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

Greve Geral

Ontem foi dia de greve geral, greve essa convocada conjuntamente pela CGTP e pela UGT, como forma de protesto contra as (mais) medidas de austeridade postas em prática por este (des)Governo de coligação PSD/CDS, que, mais não é do que um mero comissário político da troyka, troyka essa é quem governa em Portugal (ou no que resta dele). Direi mesmo que este (des)Governo de coligação PSD/CDS mais não é do que "moço de recados" ou "lambe botas" da Sra. Angela Merkel, essa mesma senhora de quem Silvio Berlusconi disse um dia ser uma pessoa infornicável.

 

Assistimos, como não podia deixar de ser, sempre que há greves gerais em Portugal, a uma patética troca de números de adesões à greve entre Governo e Organizações Sindicais. Já é da praxe esse número. Para além de termos assistido a alguns tumultos entre grevistas e manifestantes e as ditas forças da ordem. Também já faz parte da praxe.

 

Compreendo todos aqueles e aquelas que decidiram fazer greve. É um direito legítimo que têm, direito esse de resto previsto na Constituição. Sobretudo porque o direito à greve implica a perda de salário correspondente ao número de dias de greve, o que, numa altura de estrangulamento financeiro a que estamos todos sujeitos, é de louvar e de enaltecer.

 

Pela minha parte não fiz greve. Optei por passar o dia inteiro a trabalhar, porque entendo que não é com greves que se resolvem os gravíssimos problemas do País. Além de que pela profissão que tenho, entendo que não devo fazer greve, pois a defesa dos legítimos direitos e interesses dos cidadãos e das pessoas colectivas está acima de qualquer greve.

 

Os gravíssimos problemas do País resolvem-se, isso sim, é com uma autêntica e verdadeira revolução. Revolução essa que passa por uma mudança completa do sistema político a que estamos submetidos, fruto de duas "Revoluções" sui generis, uma ocorrida a 5 de Outubro de 1910 e outra a 25 de Abril de 1974, e cujos custos das mesmas ainda nos encontramos a pagar, não sabendo até quando. E cuja receita passa, isso sim, por uma autêntica greve à democracia, na qual, em alturas de eleições, todos os eleitores deixariam de exercer o seu dever cívico de voto, ficando em casa.

 

Se todos os eleitores deixassem de votar nas várias eleições, para além de passarem um atestado de incompetência aos pulhíticos que nos governam, faziam um grande serviço ao País, pois aí certamente que as coisas mudariam.

 

A abstenção significativa e em massa em eleições é pois a melhor solução para a resolução dos problemas do País. Apelo pois a todos os cidadãos de Portugal que façam um boicote a todas as eleições que venham a ter lugar em Portugal. Não votem, ou então, se votarem, anulem o voto, já que se votarem em branco correm sempre o risco de alguém mal intencionado vos validar o voto.

 

Basta de incompetentes que (des)governam este País desde 5 de Outubro de 1910. E não é esta coligação PSC/CDS que vai inverter o rumo dos acontecimentos.

publicado por novadireita às 14:11
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