Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Vamos a Eleições

Na sequência da demissão de José Sócrates do cargo de Primeiro-Ministro, na sequência do chumbo no Parlamento do PEC IV, e epois de ter ouvido os partidos com assento parlamentar e reunir o Conselho de Estado, Cavaco Silva dissolveu o Parlamento, e convocou eleições legislativas antecipadas, que terão lugar no próximo dia 5 de Junho.

 

Perante a crise política causada pela demissão de José Sócrates, não restava outra alternativa a Cavaco Silva que não a de iniciar o processo de dissolução parlamentar, já que todos os partidos políticos com assento em São Bento são unânimes em defender que a saída da crise política em que o País vive só se resolve com a convicação de eleições legislativas.

 

Porém, temo que as eleições legislativas mais não sejam do que uma mão cheia de nada, e que tudo fique na mesma, já que não existe qualquer alternativa válida e credível a este desastrado e calamitoso Governo socialista.

 

Com efeito, caso o PCP e o BE fossem chamados a fazer Governo, o País mergulharia num novo PREC. Seria o descalabre total de uma situação já de si calamitosa em que Portugal, em que nem o FMI nos valia. PSD e CDS, quer pelas recentes governações desastrosas, lideradas pelas famigeradas duplas José Manuel Durão Barroso/Paulo Portas e Pedro Santana Lopes/Paulo Portas, quer pelas recentes afirmações de Pedro Passos Coelho, em que volvidas 24 horas sobre o chumbo do PEC IV, que contemplava um novo aumento de impostos mediante uma redefinição dos escalões do IVA, veio anunciar que caso o PSD seja Governo, admite subir o IVA para a taxa de 24% ou de 25%.

 

Perante afirmações dessas, o que é que os Portugueses podem esperar de um Governo PSD, coligado ou não com o CDS? Certamente que esperam que o Governo que saia do quadro parlamentar saído das próximas eleições legislativas mais não seja do que uma continuação do actual Governo. Mais do mesmo, ou, como diria Marcello Caetano, uma evolução na continuidade.

 

Perante isto, e perante a perda de soberania de Portugal, em que os nossos políticos mais não são do que autênticos "moços de recados" dos eurocratas de Bruxelas, pergunto seriamente se valerá a pena ir votar no próximo dia 5 de Junho. Não me espanta mesmo nada se a abstenção for a grande vencedora das próximas eleições legislativas. Sobretudo se o tempo estiver convidativo a uma ida até à praia.

publicado por novadireita às 18:15
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