Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O Fim do Regime

A cada dia que passa, somos bombardeados com notícias de que as taxas de juro da divida soberana portuguesa a 5 e a 10 anos sobem para números astronómicos, andando já na casa dos 8% e 9%, respectivamente. Por outro lado, dias 15 de Abril e 15 de Junho Portugal tem que pagar os empréstimos que contraiu e não há certezas de que exista dinheiro para pagar esses empréstimos.

 

Acresce ainda o facto de as agências de notação financira baixarem o rating não só da dívida pública portuguesa, como de algumas empresas públicas e dos bancos portugueses, para níveis muito próximos do do chamado lixo tóxico, o que coloca o País à beira da bancarrota, necessitando de ajuda externa e de um pedido de resgate feito pelo FMI, a pedido das autoridades portuguesas.

 

Enquanto isso, no plano interno assistimos a um verdadeiro folclore político, com o Governo a culpar os partidos da Oposição pela subida em flecha das taxas de juro da dívida pública portuguesa, devido ao chumbo do PEC IV no Parlamento, o que motivou a apresentação da demissão de José Sócrates do cargo de Primeiro-Ministro, e os partidos da Oposição a culparem o Governo pelo estado de insolvência a que o País chegou, devido ao facto de o Estado ser altamente despesista, gastando o que tem e o que não tem, e indo ao bolso dos contribuintes tirar-lhes quase todo o produto do seu trabalho em brutais aumentos de impostos para obter dinheiro para sustentar esse monstro procheneta que é o aparelho de Estado e toda a corja que dele depende para viver e que vive à custa dele.

 

Segundo os relatórios do Banco de Portugal conhecidos nesta semana, confirmam-se as previsões de que 2011 é efectivamente um ano de resseção, e que no próximo ano igualmente viveremos em resseção, com o desemprego a aumentar. As previsões do EUROSTAT apontam para que a meta do défice de 7,2%, proposta pelo Governo para o ano de 2010 não seja cumprida, tendo havido mais uma derrapagem na execução orçamental em 2010. Mais uma vez, o Governo terá mentido aos portugueses.

 

Assistimos ainda ao aparecimento de um novo fenómeno na sociedade portuguesa, que são os novos pobres. Pessoas que até há escassos anos tinham um bom nível de vida, hoje pouco ou nada têm, e lutam com imensas dificuldades, não para viverem, mas para sobreviverem, há medida que também aumenta o número dos sem-ambrigo, pessoas que vivem na rua, dormindo ao relento. Isto sem falar de jovens altamente qualificados que têm que emigrar para outros Países à procura de emprego, porque lhes fecham as portas em Portugal.

 

O custo de vida aumenta, e têm sido dadas milhentas explicações para tal. A última é que o preço do petróleo tem subido devido à revolta na Líbia, onde grupos de cidadãos mal armados lutam destemidamente contra a ditadura de um louco como Kadhafi, a quem José Sócrates recebeu em Portugal de braços abertos. Em contrapartida, os salários e as pensões diminuem, fruto de cortes de constitucionalidade duvidosa.

 

Foi a este miserável estado a que chegamos, fruto de 100 anos de República. República essa que teve na origem da sua implantação a prática de um hediondo crime (o assassinato do Rei D. Carlos I e do Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe), e que foi implantada na sequência de uma revolução, que teve origem numa luta fratricida entre Portugueses.

 

A República deu a Portugal a maior crise económica de sempre, o maior desemprego de sempre, a maior miséria económica e social de sempre, a maior emigração de quadros qualificados de sempre, à maior crise da Justiça em Portugal de sempre, à maior preverção de valores morais e sociais de sempre, à maior aplicação de leis exóticas e bizarras de sempre, à maior redução de salários de sempre, às piores classes políticas de sempre, à maior perda de soberania de sempre, e ao maior deboche de sempre..

 

Portugal vive pois em autêntico fim de regime, regime esse que, para além de estar podre, está morto. E para que possamos virar de página, de modo a que as gerações vindouras possam ter um futuro melhor, há que enterrar de vez este regime republicano, passando-lhe a respectiva certidão de óbito, esperando que o mesmo vá para o Inferno, pelos males causados durante 100 anos a Portugal e aos Portugueses.

sinto-me:
publicado por novadireita às 11:45
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

23
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Revisão de Feriados

. Mais Atrasos nos Pagament...

. Arquivada Queixa-Crime Co...

. Doutor Manuel Monteiro

. Rei Ghob - E Agora Senhor...

. Terrorista Impune

. Congresso do PSD - Mais D...

. Combustíveis Voltam a Aum...

. 11 de Março de 1975; 37 A...

. Paragem Carnavalesca

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

blogs SAPO

.subscrever feeds