Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Demissão de José Sócrates

Com o chumdo do PEC IV no Parlamento, PEC esse que contemplava ainda mais medidas de austeridade sobre os bolsos dos portugueses, e mais não era do que um verdadeiro Plano de Extermínio do Contribuinte, José Sócrates apresentou a sua demissão do cargo de Primeiro-Ministro, alegando que com o chumdo do PEC IV o Governo não tem condições para continuar a governar, e que o pedido de ajuda externa será inevitável, face ao chumbo parlamentar das medidas de austeridade contempladas no PEC IV.

 

Desde que José Sócrates tomou posse como Primeiro-Ministro na sequência da vitória do PS obtida nas eleições legislativas de 2009, onde perdeu a maioria absoluta que dispunha no parlamento, que a grande maioria dos comentadores e dos analistas políticos apontava como inevitável a realização de eleições legislativas antecipadas, o mais tardar em 2011, após as eleições presidênciais.

 

O argumento usado pelos comentadores e pelos analistas políticos era a de que a situação económica e financeira do País era insustentável, e que por mais medidas de austeridade que fossem tomadas, seriam sempre os mesmos a suportar os custos dessas mesmas medidas, ou seja, os contribuintes (e dentro dos contribuintes aqueles que pagam impostos e que não podem fugir deles), Portugal iria entrar em recessão, com um amumento significativo da taxa de desemprego, e que jamais Portugal iria conseguir equilibrar as suas contas públicas.

 

Bastava que o Chefe de Estado entendesse que estava em perígo o regular funcionamento das instituições democráticas para usar da bomba atómica constitucional, que é o poder de dissolução do Parlamento, com base em tal argumento. Mas para tanto era preciso que o PSD se pacificasse, visto que o partido tinha vindo de uma humilhante derrota sofrida nas eleições legislativas de 2009, fruto de uma liderança desastrosa de Manuela Ferreira Leite.

 

O PSD lá elegeu o seu líder, Pedro Passos Coelho, que, quiçá sujeito a pressões internas de dentro do seu partido, que o acusavam de ser a eterna muleta de Sócrates, esticou a corda, e disse que não viabilizava mais medidas de austeridade, sob pena de se o voltasse a fazer, a sua liderança começasse a poder estar em causa. A estratégia do PSD passava pois por fritar José Sócrates e o Governo em lume brando, até chegar o momento oportuno para o derrubar do Governo, já que o PSD não queria ficar com o ónus de ser ele a tomar as impopulares medidas de austeridade contempladas nos PECS I, II e III, e no Orçamento de Estado para este ano. E com o PEC IV chegou o momento oportuno para o PSD apear José Sócrates e o PS do poder.

 

Todos os partidos com assento parlamentar querem eleições legislativas antecipadas. Eleições legislativas essas que vão ser mais do mesmo, porque não há alternativas de poder válidas e credíveis a este mau Governo. Com efeito, PSD e/ou CDS já deram provas no passado que não são alternativas válidas e credíveis a maus Governos do PS. O próprio PSD já veio dizer que se for paga o Governo, promete aumentar ainda mais os impostos, designadamente o IVA para a taxa de 24% ou de 25%. E o PCP e o BE jamais serão alternativas de poder válidas em creíveis, pois caso o PCP e o BE fossem chamados ao poder, então é que seria o caos e o descalabre.

 

Vivemos pois numa situação em que o Governo é intolerável, e a Oposição, ou, melhor dizendo, as oposições são lamentáveis. E tudo isto é fruto do sistema político em que vivemos, sistema esse que nos foi imposto na sequência de uma Revolução atípica e sui generis, como foi a Revolução de 25 de Abril de 1974, e que se encontra a cair de podre, sem qualquer credibilidade.

 

Portugal está à beira do abismo. Só se salvará do abismo se este regime republicano caduco e obsoleto que nos foi imposto há um século atrás for substituído por outro, e que passará pela substituição da República por uma Monarquia. Substituição essa de regime que é a única forma de se conseguir uma mudança do sistema político em que vivemos. Porém, o povo português parece que se resigna, é masoquista e gosta do estado em que o País se encontra, pois não se vê que haja uma verdadeira vontade popular para que se proceda à mudança do status quo vigente. E assim se vive neste manicómio em auto-gestão, que é no que Portugal há muito se transformou, com a agravante de ser gerido por inimputáveis de elevada perigosidade.

sinto-me:
publicado por novadireita às 10:26
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

23
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Revisão de Feriados

. Mais Atrasos nos Pagament...

. Arquivada Queixa-Crime Co...

. Doutor Manuel Monteiro

. Rei Ghob - E Agora Senhor...

. Terrorista Impune

. Congresso do PSD - Mais D...

. Combustíveis Voltam a Aum...

. 11 de Março de 1975; 37 A...

. Paragem Carnavalesca

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

blogs SAPO

.subscrever feeds