Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Mais Medidas de Austeridade

O Ministro das Finanças veio anunciar um novo pacote denominado de PEC IV que contempla a aplicação de mais medidas de austeridade com vista a "equilibrar" as contas públicas e a proceder à redução do défice.

 

Tais medidas passam, entre outras, por aplicar cortes às pensões de reforma a partir de €: 1.500,00 mensais, por congelar outras pensões de reforma, por rever as taxas do IVA para certos produtos do cabaz alimentar, por diminuir os benefícios fiscais em sede de IRS, designadamente nas deduções relativas à saúde e à educação.

 

Desde o ano passado que o Governo vai ao bolso dos portugueses para reduzir o défice da dívia pública portuguesa. Foi o PEC I, foi o PEC II, apresentado em Maio, que se traduziu num aumento significativo dos impostos, designadamente do IVA, foi o PEC III, com novos aumentos de impostos, foi o Orçamento de Estado para este ano, que consagrou as medidas contempladas nos PECS I, II e III, e agora é o PEC IV, com mais cortes nos salários e mais aumentos de impostos.

 

Numa estratégia de mentira compulsiva e de passar um atestado de insanidade mental aos portugueses, o Governo, cada vez que anunciava um pacote com medidas de austeridade, dizia que era um esforço patriótico que se pedia aos portugueses, que as medidas que eram pedidas eram suficientes para equilibrar as contas públicas e reduzir-se o défice, e que não havia necessidade de mais medidas de austerirade.

 

Foi com base nesse engodo que o PS conseguiu que o PSD, pela abstenção, viabilizase as medidas de austeridade contempladas nos PECS I, II e III, bem como a aprovação do Orçamento de Estado para 2011, que é um dos Orçamentos mais drásticos, se não mesmo o mais drástico, de que há memória em Portugal..

 

Aprovado o Orçamento de Estado para o corrente ano, o Governo, em meras acções de cosmética e de propaganda eleitoral, veio anunciar com toda a pompa e circunstância que em 2010 o défice ficou abaixo do previsto, ou seja, abaixo de 7,1% do PIB. Que a execução orçamental estava a correr às mil maravilhas, e que inclusivamente havia uma folga orçamental. Porém, em contrapartida, as taxas de juro exigidas pelos mercados para Portugal se poder financiar no exterior registavam números elevados e históricos, próximos dos 8%, podendo-se interpetar tais números como que uma desconfiança dos mercados para com o País, já que os mercados entendiam que o Estado não era capaz de cumprir com as suas obrigações, e que o perigo de Portugal entrar numa situação de bancarota é elevado. Algo de errado se passava e passa.

 

Agora, depois de o Governo ter ido de uma maneira sofrega aos bolsos dos portugueses, 3 meses depois de ter o Orçamento de Estado aprovado, depois de mentir impunemente em dizer ao País que a execução orçamental estava a correr às mil maravilhas, vem o Governo anunciar um novo pacoote de austeridade para vigorar não só este ano, como também em 2012 e em 2013, dizendo que toma tais medidas por mera precaução.

 

Afinal o que é que se passa? A execução orçamental está a correr bem ou mal? As medidas de austerirade que o Governo anunciou eram ou não suficientes para equilibrar as contas públicas? Se o não eram, porque é que o Governo não teve a coragem de falar verdade aos portugueses, e dizer que as medidas não eram suficientes, e que podia haver a necessidade de serem aplicadas mais medidas?

 

Isto só vem demonstrar que o Governo não sabe governar o País. Que não consegue conter a despesa do Estado, que o Estado é cada vez mais despesista, despesa essa que sobe para números assustadores que o Governo não tem coragem de o dizer, e que, para fazer face ao aumento da despesa, o Estado, em vez de cortar nos seus vícios, vícios esses alguns deles superfulos, vai ao bolso dos portugueses, que é a maneira mais fácil de conseguir dinheiro para fazer face à despesa.

 

São sempre os mesmos a pagar pelas politicas desastradas e despesistas lançadas pelo Governo. Conforme disse Cavaco Silva, há limites para impôr sacrifícios aos portugueses, que já estão muito sacrificados com o brutal saque fiscal verificado quer o ano passado, quer este ano. É as altura de, de uma vez por todas, dizer basta a este deboche financeiro e a esta corja de governantes. BASTA.

publicado por novadireita às 18:34
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