Terça-feira, 15 de Março de 2011

Um País À Rasca

Na sequência de um apelo lançado por um grupo de jovens na Internet e no Facebook, no passado sábado, e um pouco por todo este País fora, milhares de pessoas, dos mais variantes quadrantes políticos e ideológicos, manifestaram-se contra o estado em que Portugal se encontra. Segundo os números oficiais, em Lisboa foram 200 mil os manifestantes, no Porto 80 mil e em Faro 6 mil.

 

Gritaram-se muitas palavras de ordem, quer contra o Governo, quer contra as Oposições, quer contra a classe política que nos governa, e à qual prefiro chamar de classe pulhítica. Chegou-se a pedir uma Revolução, dizendo-se que a Revolução era a solução.

 

As manifestações do passado sábado que ocorreram um pouco por todo o País eram justas e legítimas. Com efeito, Portugal vive uma grave e profunda crise económica, de valores e de princípios de que há memória ao longo da sua História. Portugal, com a adesão à União Europeia, perdeu a sua agricultura, as suas pescas e a pouca industria que tinha. Com a adesão à moeda única, perdeu em definitivo a sua soberania económica. E com a crise económica que atravessa, praticamente que perdeu a sua soberania política.

 

A classe política é composta por um bando de pantomineiros que se encontram engajados a Bruxelas, a quem prestam vassalagem, e, como bons lacaios e moços de recado que são, executam as ordens e as medidas que Bruxelas quer ver em vigor neste País. Os titulares dos cargos políticos são recrutados entre os boys e as girls dos aparelhos partidários, muitos deles sem qualificações técnicas, académicas e profissionais, em detrimento de concursos públicos assentes em regras de meritocracia.

 

O desemprego aumenta para números assustadores. A maioria dos jovens deste País emigra para outras paragens, porque aqui não consegue arranjar emprego, quer porque não os há, quer porque os poucos que há já estão destinados aos boys e às girls dos partidos políticos.

 

A Justiça vive uma das mais graves crises de que há memória. Para além de ser cara e lenta, inacessível à grande maioria dos cidadãos, a sua credibilidade encontra-se pelas ruas da amargura, fruto de lutas fratricidas que se travam em plena praça pública entre os demais operadores judiciários. A que acrescem algumas decisões, cujos contornos bizarros e surrealistas são por demais evidentes para o mais comum dos mortais, bem como essa verdadeira aberração que são os Sindicatos dos Magistrados Judiciais e do Ministério Público.

 

O povo tem cada vez menos dinheiro, pois o Estado, à boa imagem e semelhança de um toxicodependente, em que para satisfazer o seu vício da dose de droga diária, tudo faz para conseguir dinheiro para comprar essa mesma dose, nem que para o efeito roube e furte as pessoas, esse mesmo Estado, através de brutais aumentos de impostos, e de cortes salariais de constitucionalidade duvidosa, vai ao bolso de todos nós de modo a conseguir obter dinheiro, quer para financiar as suas obras megalómanas e faraónicas, quer para sustentar a clientela de parasitas que gravita em seu redor.

 

Os nossos campos não produzem e estão ao abandono. As nossas águas são invadidas por pescadores espanhois, que aqui pescam o nosso peixe e o vendem como se fosse peixe espanhol. As nossas fábricas estão a fechar, e mais de metade daquilo que comemos e que vestimos é importado.

 

Os Portugueses revoltam-se, e com razão, pois não têm que estarem sempre a pagar pelos erros dos políticos que os (des)governam, nem pela falta de oposições e de alternativas de poder válidas e credíveis. O País está à rasca, como à rasca estão todos os Portugueses que aqui vivem, com excepção daqueles que vivem com as benesses e as mordomias do aparelho de Estado. Cheira a fim de regime, regime esse que nos foi imposto por essa funesta Revolução de 25 de Abril de 1974.

 

É pois a altura de os Portugueses, por esse País fora, se revoltarem a sério contra o status quo que se vive em Portugal, para que esta corja de políticos que vive à custa do Estado, que, quer estando no Governo ou na Oposição, manda no País, e que nunca fez outra coisa na vida se não a de viver à custa da política, seja irradiada de uma vez por todas do comando dos destinos da nossa Nação. É a altura de dizer basta a este estado de coisas, nem que para isso se tenha de recorrer a medidas mais radiciais e mais energicas.

publicado por novadireita às 15:49
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