Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Sócrates Anuncia Mais Medidas de Austeridade

À margem de uma conferência que decorreu na passada segunda-feira em Lisboa, quer José Sócrates, quer o Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, anunciaram o firme propósito tudo fazer para que o défice das contas públicas portuguesas se fixa na taxa prevista de 4,2%, não excluindo de todo a hipótese de serem aplicadas mais medidas de austeridade, com o pífio argumento da crise petrolífera causada pela instabilidade política que se vive na Líbia.

 

De acordo com muita informação trazida a lume pela comunicação social, os números da execução orçamental que apontam para uma redução do défice, foram conseguidos, quer à custa do brutal aumento de impostos, quer à custa de uma manobra de engenharia financeira, que se traduziu por transferir o fundo de pensões da PT para a Caixa Geral de Aposentações. Ou seja, à conta da receita, porque a despesa do Estado não para de aumentar.

 

E não é de admirar que a despesa do Estado não pare de aumentar, pois o Estado comporta-se como um verdadeiro toxicodependente. O toxicodependente, para satisfazer o seu vício de droga, tudo faz para conseguir tal objectivo. Nem que para isso vá roubar. O Estado, para sustentar o seu opulento aparelho, e a corja de boys e de girls que à volta do mesmo gravitam, e que dele precisam para viver, tudo faz para manter esse mesmo aparelho. Mesmo que para tal vá ao bolso daqueles e daquelas que vivem do produto do seu trabalho, tributando-os com impostos elevadíssimos.

 

Por todo o Norte de África e pelo Médio Oriente as populações revoltam-se contra Governos corruptos, decadentes e ditatoriais, revoltas essas que levaram até agora à queda dos regimes ditatoriais de Ben Ali na Tunísia e Honsi Mubarak no Egipto, regimes esses que enriqueceram à custa do povo. Aqui somos (des)governados por um pantomineiro da pior espécie, que conta com a complacência de idêntico pantomineiro na Chefia de Estado, (des)Governo esse que via à grande ao bolso de todos nós, e o povo não se revolta.

 

Decididamente o povo português revela ter uma grande apetência para o sofrimento e para o sadomasoquismo. Parece que gosta de sofrer com os desmandos da cáfila que nos (des)governa, e quando mais sofre e mais lhe vão ao bolso, mais gosta. Que falta fazem neste país líbios, tunisinos ou egípcios.

publicado por novadireita às 15:46
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