Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Eleições Presidênciais - Eu Abstenho-me

No próximo domingo os portugueses vão ser chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da República. Estas eleições representam um importante momento histórico para Portugal.

 

Com efeito Portugal vive uma das maiores crises de que há memória na sua História. Crise essa que não é só económica (o País encontra-se endividado até à medula, não tem dinheiro para nada, a economia estagnou, a agricultura, as pescas e a industria estão moribundas e o desemprego aumenta). É também uma crise política, já que somos governados por autênticos bandos de incompetentes,  que nos venderam à União Europeia, e não existem oposições alternativas válidas e credíveis aos incompetentes que nos governam. Como também é uma crise moral e de valores, com leis aberrantes como a que permite o casamento civil de duas pessoas do mesmo sexo, e criminosas, como a actual lei do aborto. Leis essas promulgadas pelo atadinho de Boliqueime que se recandidata à Presidência da República.

 

A crise em que o País vive teve o seu início com a funesta implantação da República, cujo centenário algums comemoraram no ano transacto, implantação essa resultante de um Golpe de Estado emergente de uma luta fratricida entre portugueses, e que só foi possível devido ao cobarde assassinato de D. Carlos I e do Princípe Herdeiro D. Luís Filipe. Crise essa que se se foi agravando ao longo dos anos deste funesto Regime Republicano.

 

Há um grande descontentamento da grande maioria dos portugueses perante a política e a classe política. Cada vez são menos os portugueses que se interessam pelo futuro do seu País. O que não deixa de ser preocupante nos dias de hoje, pois permite que esta corja que nos governe roube impunemente o povo para sustentar os seus vícios. Porém, o descontentamento generalizado do povo português e a fraqueza humana, moral e política dos candidatos à Presidência da República, transforma este acto eleitoral  também numa oportunidade para a afirmação da mensagem Monárquica, como factor de esperança para os portugueses.

 

Ser Monárquico é acreditar que só com a Restauração de um Regime Monárquico salvaguardaremos a liberdade dos portugueses, a democracia, a Independência e a Soberania Nacional que se encontram seriamente em risco com o modelo em que a União Europeia tende a evoluir rumo ao federalismo.

 

Ser Monárquico é assumir com coragem e determinação, uma postura, na palavra e na atitude, de firme e total oposição ao Regime Republicano, e à actual oligarquia partidária a que o mesmo se reduziu.

 

Ser Monárquico é não participar no acto eleitoral que preserva e distingue a República, por coerência doutrinária, e não votar, por consciência política.

 

Há alguns que se intitulam Monárquicos, e que apelam ao voto nulo ou em branco, como também há por aí alguns que se intitulam Monárquicos, como Paulo Portas, António Lobo Xavier ou Luís Pedro Mota Soares, destacados militantes de um partido político com o qual há muito me deixei de identificar, mas que apoiam convictamente a candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República. Tais atitudes desses que se dizem Monárquicos são atitudes irresponsáveis, e que dão uma má imagem dos Monárquicos. Eu não me revejo nessas atitudes que esses indivíduos tomam.

 

Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança anunciou publicamente a sua atitude de não votar num acto eleitoral com o qual não concorda. Revejo-me na atitude de Sua Alteza Real, e, tal como ele, não irei votar no próximo domingo. Espero é que o povo português siga também esta postura coerência e de coragem política de Sua Alteza Real, e que todos os Monárquicos contribuam para a dignificação dessa atitude.

 

A abstenção eleitoral nas próximas eleições presidênciais será a medida real do actual descontentamento, descrença, indignação e revolta do povo português para com a República. Daí que no próximo domingo ficarei em casa, pois não vou legitimar com o meu voto um regime com o qual não concordo e no qual não me revejo.

publicado por novadireita às 10:15
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2 comentários:
De Mário Silva a 21 de Janeiro de 2011 às 17:19
O meu cartão vermelho às elites nacionais chama-se José Manuel Coelho!


De novadireita a 24 de Janeiro de 2011 às 12:05
Caro Mário Silva,

Agradeço o seu comentário. Se fosse Republicano, certamente que o meu voto seria em José Manuel Coelho.

Mas, graças a Deus que não sou Republicano. Como Monárquico que me orgulho de ser, e como sou coerente com aquilo em que acredito, abstive-me no passado domingo.


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