Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Triste Sina Lusitana

1 de Fevereiro de 1908. A Família Real desembarca no Terreiro do Paço, em Lisboa, vinda de Vila Viçosa, onde estivera de férias. Quando embarcou num landau rumo ao Palácio da Ajúda, dois energúmenos a soldo da Maçonaria e da Carbonária, de nomes Costa e Buiça, assissam cobardemente e a sangue frio o Rei D. Carlos I e o Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe.

 

Pese embora os assassinos tenham sido detidos pela Guarda Nacional, de imediato os mesmos foram abatidos, quiçá com medo que ao serem interrogados pelas autoridades judiciais e pelas autoridades policiais, os mesmos dessem com a lingua nos dentes e denunciassem quem é que esteve por detrás de tão brutal crime, uma vez que haviamalguns biltres sem escrúpulos que desejavam a eliminação física de D. Carlos I.

 

Houve um processo judicial, que não chegou a conclusão nenhum, porque, puro e simplesmente, o funesto regime republicano que dois anos depois foi implanatdo, e cujo centenário alguns recentemente comemoraram, teve o condão de fazer desaparecer o processo judicial, e assim os Portugueses ficaram impedidos de saber em que circunstâncias é que D. Carlos I e o Princípe Herdeiro D. Luís Filipe perderam a vida, e quem é que estava por detrás do Regicídio.

 

O resultado do Regicídio foi a implantação desta abjecta e nauseabunda República em que vivemos, e que levou Portugal para a mais profunda miséria, miséria essa quer moral, quer económica, quer social, quer cultural. República essa que jamais seria implantada se D. Carlos I não tivesse sido cobardemente assassinado.

 

4 de Dezembro de 1980. O Primeiro Ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, e o Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, embarcam numa avionete rumo ao Porto, onde iam participar num comício da candidatura do General António Soares Carneiro à Presidência da República numas eleições que iriam ter lugar daí a 3 dias. Escassos segundos depois de o avião ter descolado, segundo relato de testemunhas oculares, há uma exposão a bordo, seguida do embate da aeronave contra prédios situados no Bairro de Camarate.

 

Pese embora desde o início existam indícios mais do que suficientes de que o avião onde seguia Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa seguiam tivesse sido alvo de uma acção criminosa que lhes ceifou a vida, rapidamente o sistema, com o apoio do poder judicial inventou uma tese que vendeu até à exaustão, tese essa de pouca ou nenhuma credibilidade e com grandes falhas de sustentação, segundo a qual Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram vítimas de um acidente de aviação.

 

Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa eram políticos incómodos para o sistema, sistema esse vigente desde a implantação da República, porque, enquanto governantes, preconizavam políticas de ruptura com esse mesmo sistema. Donde, a eliminação física de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa era conveniente aos políticos do sistema, sobretudo da corja que gravitava em torno de Ramalho Eanes: Ainda para mais se tais mortes emergissem de um"acidente".

 

Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa foram cobardemente assassinados, e os Portugueses ficaram privados de saber em que circunstâncias é que o Primeiro Ministro e o Ministro da Defesa morrem. Foi preciso o Tribunal da Relação de Lisboa ter declarado prescrito o procedimento criminal para um conhecido bombista da década de 70 do século passado ter declarado que foi ele quem fabricou a bomba que explodiu no avião onde Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa seguiam rumo ao Porto. E com a morte de ambos o País caminhou rumo ao abismo em que hoje se encontra, e em que certamente não se encontraria se Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa não tivessem sido assassinados.

 

O século XX português ficou marcado por dois acontecimentos trágicos, que foram os cobardes assassinatos de D. Carlos I, do Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe, de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa. Nunca se soube em que circunstâncias é que ambos foram assassinados, quem os mandou matar e porquê, porque os respectivos processos judiciais ou desapareceu, como aconteceu com D. Carlos I e D. Luís Filipe, ou prescreveu, como aconteceu com Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. E os assassinatos de ambos trouxeram gravíssimas consequências políticas para o País, consequências essas que não teriam acontecido se não tivessem sido assassinados. Triste sina lusitana.

publicado por novadireita às 19:05
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