Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Eleições Ordem dos Advogados - Dúvidas Dissipadas

Decorreu ontem um debate entre os 3 candidatos a Bastonário da Ordem dos Advogados, que foi transmitido no Canal 1 da RTP no programa "Prós e Contras".

 

Desloquei-me com alguns Colegas a Lisboa a fim de assistir ao debate. Não que o mesmo tivesse alguma influência no meu sentido de voto, que há muito que se encontra definido. Mas para assistir a um confronto de ideias entre um candidato que quer continuar um projecto de mudança no seio da Ordem dos Advogados, projecto esse iniciado em 2007, e dois candidatos que representam o lado A e o lado B de um sistema vigente, caduco, caciquista, aparelhista e obsoleto que vigorou na Ordem dos Advogados até às eleições de 2007, e que alguns saudosistas querem voltar a implantá-lo a todo o custo.

 

Essas diferenças entre os modelos de Ordem ficaram bem à vista no debate televisivo. Com a agravante de termos assistido por parte de Fernando Fragoso Marques a um autêntico vazio de ideias para a Ordem dos Advogados, aliado a um engajamento e subserviência em relação às Magistraturas, acrescido de ataques pessoais ao Bastonário (essa de dizer que o Dr. António Marinho e Pinto tem um projecto político é de um ridículo atroz que não lembra ao diabo), e culminando com uma grande falta de educação e cultura democrática, interrompendo o candidato António Marinho e Pinto sempre que ele falava.

 

O candidato oriundo do Barreiro mais parecia os Deputados do PCP, que se julgam donos e senhores de um pensamento único e da verdade absoluta, que convivem mal com a liberdade de expressão e que não aceitam a democracia, o debate de ideias e a diferença de opinião, quando, em abono da verdade, o PCP representa um projecto político e ideológico que há muito que se encontra esgotado.

 

A candidatura de Fernando Fragoso Marques, para além de se encontrar refém dos grandes escritórios de Advogados de Lisboa, pese embora o mesmo negue o apoio dessas grandes sociedades (parece que o apoio dessas mesmas sociedades envergonha Fernando Fragoso Marques), traduz em si mesmo um autêntico vazio de ideias. E não é de vazios de ideias que a Ordem dos Advogados precisa.

 

A candidatura de Luís Filipe Carvalho, conforme o mesmo confessou, era uma candidatura que há mais de um ano e meio que estava pensada, projectada e preparada. Esperava essa candidatura ser o polo de aglutinação e de convergência de todos aqueles que estavam contra o Bastonário legitima e democraticamente eleito. Eís se não quando é confrontada com o aparecimento da candidatura de Fernando Fragoso Marques, que veio estragar os planos ao eterno analista e comentador da SIC e da SIC Notícias. Daí que Luís Filipe Carvalho tenha dito que Fernando Fragoso Marques representa o outro lado da barricada que mandou e que desprestigiou a Ordem dos Advogados, assumindo-se ele próprio Luís Filipe Carvalho como que a terceira via. Quiçá inspirado em Tony Blair, cujo projecto político igualmente fracassou.

 

Ontem António Marinho e Pinto mostrou inequivocamente que o seu projecto é o melhor para a Ordem dos Advogados. As diferenças entre ambos os candidatos ficaram bem à vista. António Marinho e Pinto foi o grande vencedor do debate de ontem à noite, e se haviam dúvidas sobre quem seria o vencedor das eleições do próximo dia 26, essas dúvidas ficaram definitivamente dissipadas. António Marinho e Pinto será releito Bastonário da Ordem dos Advogados.

 

Mas para que a vitória seja plena, é preciso que a Colega Isabel Duarte vença as eleições para o Conselho Superior, e que os Colegas Jerónimo Martins, Rocha Neves e Fausto Costa Ferreira vençam as eleições para os Conselhos Distritais de Lisboa, do Porto e de Coimbra, respectivamente. É que é preciso ter em conta que foi devido a um conluío perpetrado entre o Conselho Superior e os Conselhos Distritais ainda em funções que António Marinho e Pinto não conseguiu cumprir todo o programa eleitoral com que se apresentou a votos nas últimas eleições.

 

António Marinho e Pinto, falando a todos os Advogados e Advogadas, diz que "Olhais para o que eu fiz e não para o que eu disse". Ele fez muito pela Ordem dos Advogados. Muito mais terá que fazer. E se nos últimos 3 anos mais não fez foi porque os Conselhos Distritais e o Conselho Superior o não deixaram fazer.

publicado por novadireita às 15:18
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