Sábado, 24 de Julho de 2010

21Anos dde Prisão Para Homicida de Advogado

O Tribunal de Estarreja condenou a 21 anos de prisão um empresário de construção civil que assassinou a sangue frio no interior do seu escritório um Advogado no âmbito de um processo de partilhas instaurado na sequência de uma acção de divórcio.

 

Tudo aconteceu em finais de Setembro do ano passado. A ex-mulher do homicida decidiu divorciar-se deste, instaurando uma acção de divórcio sem consentimento do outro cônjuge. E para o efeito recorreu ao patrocínio forensse do Dr. João Melo Ferreira.

 

O divórcio lá foi decretado. Mas o pior foram as partilhas, onde não havia acordo entre os ex-cônjuges. E como o homicida não concordou com a proposta de partilha que lhe foi feita pela sua ex-mulher, proposta essa que lhe fora transmitida pelo Meu Ilustre Colega, o indivíduo não esteve com meias medidas. Entra pelo escritório adentro do Advogado da sua ex-mulher e, com uma grande frieza, dispara dois tiros que atingem a cabeça do Causídico.

 

O Advogado ainda foi transportado com vida para os Hospitais da Universidade de Coimbra, vindo a falecer no dia seguinte, dada a elevada extensão dos ferimentos.

 

Foi um crime macabro e horrendo que chocou o País, mas a que qualquer um de nós pode estar perfeitamente sujeito. Com efeito todos aqueles que exercem a profissão de Advogado estão sujeitos a que as partes contrárias dos processos em que intervéem entrem pelo escritório dentro e atentem contra a sua vida. Eu próprio no âmbito de um processo de divórcio sem consentimento de um dos cônjuges, em que represento a autora, e num processo de viloência doméstica, em que represento as assistentes (mãe e filha, sendo que a mãe no processo de violência doméstica é a autora na acção de divórcio sem consentimento do outro cônjuge), fui ameaçado, injuriado e difamado pelo réu e arguido nesses processos, tendo instaurado contra esse indivíduo os necessários procedimentos criminais.

 

21 anos de prisão efectiva é muito pouco para um crime dessa espécie, da qual um Ilustre Colega meu foi vítima. Sobretude se tivermos em consideração que com o novo regime de execuções das penas, esse indivíduo daqui a meia duzia de anos pode estar cá fora por bom comportamento. Mas este é o País que temos.

publicado por novadireita às 12:21
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