Domingo, 25 de Março de 2012

Congresso do PSD - Mais Demagogia Barata

Terminou hoje o Congresso do PSD, onde foram eleitos os órgãos nacionais do PSD, propostos por Pedro Passos Coelho, conforme o mesmo fez questão de deixar bem claro quando, à hora dos telejornais, anunciou os nomes dos seus compagnons de route nos órgãos do partido laranja.

 

Foi um Congresso típico e sem alma, pois o PSD está no poder e, quando está no poder e os seus boys e as suas girls estão com óptimos jobs nos órgãos do aparelho de Estado, ou à frente de empresas públicas, as várias tribos unem-se em torno do seu líder, e os Congressos são normalmente pacíficos. A grande nota digna de realce foi a presença de Paulo Portas, líder do CDS, na cerimónia de abertura do Congresso, e que provocou a indignação de Alberto João Jardim.

 

Mas o que foi digno de realce foi o discurso de Pedro Passos Coelho na cerimónia de encerramento do Congresso, discurso esse que ficou marcado por uma grande dose de demagogia barata a ver se engana os portugueses e se lhe atira com mais areia para os olhos.

 

No discurso de encerramento, Pedro Passos Coelho veio dizer que os portugueses estão a compreender perfeitamente os sacrifícios que lhes estão a ser impostos, que o esforço que estão a fazer vai valer a pena, e que 2013 vai ser o ano em que se vai verificar a retoma da economia portuguesa.

 

Trata-se de um discurso recorrente, assente numa estratégia de demagogia barata e de obstinada mentira, discurso esse que já se encontra esgotado e já não tenho paciência para o ouvir.

 

Com efeito, a grande maioria dos portugueses não compreende os sacrifícios que lhes estão a ser impostos por este (des) Governo PSD/CDS, que, quando ambos os partidos estavam na Oposição, disseram que jamais os iriam implantar, e que chumbaram o PEC IV com o argumento que isso seria deixar o País a pão e água.

 

A grande maioria dos portugueses, para além de não compreender minimamente o garrote financeiro a que está a ser submetida, conta diariamente os tostões para saber se, com o pouco que sobra dos seus vencimentos, têm dinheiro para pôr comida em cima da mesa, pagar as contas da água, do gás e da electricidade, para comprar os medicamentos que necessitam, ou para pagarem uma consulta médica num Centro de Saúde ou num Hospital Público.

 

A grande maioria dos portugueses apercebe-se que o esforço que está a fazer não vai valer a pena coisa nenhuma, porque, para além de reputados e considerados economistas virem dizer que Portugal certamente irá necessitar de mais um pacote de ajuda externa, o que vai implicar ainda mais austeridade - algo que este Governo nega -, dificilmente o País recuperará dos verdadeiros desmandos praticados pelos Governos que têm governado o País.

 

Desmandos esses que começaram nos Governos de Aníbal Cavaco Silva, em que, para além de uma desastrada opção de adesão à moeda única quando Portugal não estava nem de perto nem de longe preparado para aderir ao euro, e cujos resultados estão bem à vista, a troco de avultadas quantias vindas de Bruxelas, Portugal liquidou com a sua agricultura, com as suas pescas, e com a sua industria. E que continuaram nos Governos de António Guterres, onde se gastou o que se tinha e o que não se tinha e se criou a mentalidade de que não era necessário trabalhar, pois haveria sempre dinheiro para tudo e para todos, de Durão Barroso e Paulo Portas, de José Sócrates, e que continuam com este Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, que mais não é do que um mero comissário político da troika.

 

Donde é inútil e falacioso vir-se dizer que o esforço vai valer a pena e que 2013 vai ser o ano da retoma da economia, pois, para além de serem necessários alguns anos para que Portugal se volte a endireitar, para que tal aconteça é necessário fazer-se uma profunda mudança do sistema político, das políticas e dos políticos.

 

Pedro Passos Coelho, no discurso de encerramento do Congresso do PSD, mais não fez do que debitar demagogia barata, a ver se engana os portugueses. Só que são cada vez menos os portugueses que se deixam enganar pelos políticos. Com excepção daqueles que precisam dos políticos para terem os seus empregos.

publicado por novadireita às 19:24
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Domingo, 11 de Março de 2012

Combustíveis Voltam a Aumentar

Foi hoje anunciado em todos os telejornais que na próxima semana os combustíveis irão aumentar de preço, ficando ainda mais caros, o que, em tempos de crise, não deixa de ser (mais) uma má notícia para a grande maioria dos portugueses.

 

Assim, o preço da gasolina situar-se-á na casa de €: 1,70 por litro, e o preço do gasóleo situar-se-á na casa de €: 1,50 por litro, o que leva a que os combustíveis tenham o preço mais elevado de que há memória.

 

Para além de que tal aumento do preço dos combustíveis levará inevitavelmente ao encerramento de postos de abastecimento, com o consequente engrossamento do número de desempregados, faz com que a deslocação dos cidadãos das suas casas para os seus locais de trabalho se torne uma tarefa verdadeiramente hercúlea. Perante a redução significativa dos orçamentos familiares, o aumento do preço dos combustíveis é sem sombra de dúvidas mais uma despesa a que a grande maioria dos portugueses terá que fazer face.

 

Poder-se-á equacionar o recurso aos transportes públicos para os portugueses se deslocarem para o trabalho. Mas os aumentos dos preços dos bilhetes levam a que o recurso aos transportes públicos seja considerado como um luxo ou um supérfulo..

 

Não será de espantar que, com o aumento do preço dos combustíveis para preços exorbitantes, muitos sejam os portugueses que deixem de ir trabalhar, pois não têm possibilidades de pagar o custo das deslocações das suas casas para os seus locais de trabalho.

 

Era pois a altura de o Governo implementar medidas que regulassem o preço dos combustíveis, e que impedissem que os mesmos aumentassem para níveis jamais vistos. Mas este Governo, em vez de se preocupar com as pessoas, está mais preocupado em ser um fiel executor das ordens emanadas da troika. Ordens e directrizes essas que levarão a que Portugal atinga um estrangulamento financeiro jamais visto e do qual não conseguirá sair.

publicado por novadireita às 22:04
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11 de Março de 1975; 37 Anos Depois

Passam hoje 37 anos em que um grupo de extremistas de esquerda, com o apoio declarado do PCP, pôs em prática um dos inconfessáveis desígnios dessa fantochada que foi a Revolução atípica e sui generis ocorrida a 25 de Abril de 1974, e que consistia em implantar em Portugal uma ditadura de esquerda, à imagem e semelhança das "democracias populares" dos Países da Europa de Leste, que se encontravam submetidos à hegemonia da ex URSS.

 

Os resultados da palhaçada - e este é o termo mais brando que no momento me ocorre para classificar os acontecimentos ocorridos faz hoje precisamente 37 anos -, foi a implantação do Processo Revolucionário Em Curso, mais conhecido por PREC. E que geraram numa nacionalização da banca, dos seguros e de todo o sector produtivo, uma ocupação das terras que ficou conhecida por "Reforma Agrária" que transformou terras outrora produtivas em terras votadas ao abandono (a terra a quem a trabalha mais não era do que uma falácia da escumalha que ocupou as terras), uma descolonização dita de exemplar, cujo exemplo foi negativo, pois entregaram de mão beijada a Independência dos nossos Territórios Ultramarinos aos ditos "movimentos de libertação" de cariz marxista, que geraram ainda mais guerras civis e mais mortandade nos nossos antigos Territórios Ultramarinos.

 

Nesses anos loucos do PREC cometeram-se verdadeiras atrocidades e verdadeiras barbaridades que deixaram mossas e sequelas nos portugueses, e cujas consequências Portugal ainda hoje se encontra a pagar. E que não deixam de ter a sua quota-parte de culpa na crise pela qual Portugal está a passar, e que parece não ter fim à vista.

 

Numa altura em que se fala de responsabilização jurídica dos governantes pelo estado em que Portugal se encontra, há que rersponsabilizar todos aqueles que tiveram parte activa nos acontecimentos de 11 de Março de 1975, pois a crise que Portugal enfrenta tem também como causa o PREC posto em prática há precisamente 37 anos.

publicado por novadireita às 17:30
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