Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Bebedeira de País

Comentando as várias sondagens sobre o vencedor das próximas eleições legislativas, o demagogo Paulo Portas disse que parecia que havia uma bebedeira de sondagens, já que há sondagens para todos os gostos e feitios.

 

Porém, analisando a campanha eleitoral, verifica-se que o País não vive numa bebedeira de sondagens. Vive, isso sim, num permanente estado de bebedeira, tanto são os insultos, os ataques e o clima de crispação que se vive entre os partidos que disputam as próximas eleições legislativas.

 

Porém, este clima de bebedeira em que o País vive mais não é do que uma mera manobra de cosmética e de diversão, com vista a distrair os portugueses dos reais problemas do País, que são bem graves, e cujas consequências se irão fazer sentir directamente nos bolsos de todos nós já este ano.

 

Porém, o clima de bebedeira vai passar já no dia 5 de Junho, quando se disputarem as eleições legislativas, e o Governo que delas sair ter que executar as medidas exigidas pela troika do FMI, UE e BCE, sob pena de se acabarem as ajudas externas a Portugal.

 

Aí os portugueses vão acordar para uma dura, crua e nua realidade. A ressaca vai ser bem dura e dolorosa.

publicado por novadireita às 17:59
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Ajuda Externa a Portugal - Medidas Exigidas Pela Troika

Numa conferência de imprensa, os membros da troika anunciaram as medidas que terão que vigorar em Portugal, como contrapartida da ajuda monetária externa concedida ao nosso País.

 

Assim, e no que tange à carga fiscal, a mesma vai aumentar. Vai aumentar o IMI, de modo a fomentar o arrendamento e diminuir o endividamento das famílias como consequência do pagamento das prestações resultantes do crédito à habitação. Em sede de IRS vão ser eliminadas algumas deduções fiscais e impostas limitações às deduções relativas à saúde, à educação e à habitação.

 

Vão haver alterações nas taxas de IVA relativamente a alguns bens, que poderão passar da taxa reduzida para a taxa intermédia e para a taxa máxima, bem como outros bens que se encontram taxados à taxa intermédia, passarão para a taxa máxima. As principais mudanças irão verificar-se na electricidade e no gás, que passarão da taxa reduzida para a taxa máxima.

 

O subsídio de desemprego sofreu profundas alterações, quer na sua duração (18 meses no máximo), quer no montante da sua atribuição (€: 1.048,00 mensais, no máximo).

 

Vão acabar as golden shares que o Estado detem em empresas-chave, como a Portugal Telecom, e a EDP e a TAP vão ser privatizadas até ao final do ano. Além de que outras empresas públicas irão ser alvo de privatizações até 2013.

 

Os grandes investimentos e obras públicas, como o TGV e o novo aeroporto de Lisboa estão suspensos. E as parcerias público-privadas vão ser revistas por entidades externas.

 

Segundo os elementos da troika, Portugal vai estar em recessão até, pelo menos, 2012, sendo que só a partir de 2013 é que a economia começará a crescer, se bem que a um ritmo lento. O desemprego irá subir, podendo atingir a taxa de 13%.

 

Mais uma vez, serão os portugueses que irão sofrer no seu bolso os desmandos cometidos pelas corjas de bandidos que (des)governaram o País ao longo dos anos, quer pela diminuição dos seus rendimentos, quer pela dificuldade em arranjarem trabalho. É de prever um aumento da pobreza, da miséria e da fome. Só em Coimbra há cerca de 200 sem abrigo referenciados, e a tendência é para aumentar. Isto para não falar no aumento dos conflitos e da tensão social.

 

Por outro lado, PSD e CDS já anunciaram que concordam com o pacote de medidas exigidas pela troika como contrapartida pela ajuda externa concedida a Portugal. Quando precisamente daqui a um mês haverão eleições legislativas, pergunto eu, votar para quê, quando, ganhe quem ganhar as próximas eleições, quem irá para o Governo irá executar o programa de Governo da troika, mais funcionado como mero comissário político dos interesses estrangeiros.

 

Razão tem pois António Marinho e Pinto quando apelou à abstenção generalizada dos portugueses nas próximas eleições legislativas. Para além da abstenção nas próximas eleições, entendo ainda que todos aqueles que levaram Portugal para esta situação deveriam ser julgados em Tribunal.

 

 

sinto-me:
publicado por novadireita às 17:28
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

Propaganda Eleitoral na Ajuda Externa a Portugal

José Sócrates, ladeado por Teixeira dos Santos, anunciou ontem ao País a conclusão das negociações entre o Governo e a troika do FMI, BCE e UE com vista à obtenção de ajuda externa para Portugal.

 

Depois de muito se especular sobre o montante que iria ser emprestado a Portugal, ficou-se efectivamente a saber que o montante da ajuda externa é de €: 78 mil milhões de euros.

 

Mas o que mais irrritou foi a atitude folclórica e de pura propaganda eleitoral patenteada por José Sócrates aquando do anúncio ao País da conclusão das negociações com a troika.

 

Com a jactância e a fanfarronice que lhe são conhecidas José Sócrates começou por dizer que o acordo feito entre Portugal e a troika era um bom acordo para o País, que as condições eram boas, e que ficou provado que foi um erro o Parlamento ter chumbado o PEC IV.

 

Disse ainda José Sócrates que não vão haver cortes nas pensões mais baixas, e que as que levarão cortes são as pensões iguais ou superiores a €: 1.500,00. Não irão haver despedimentos na função pública. Os subsídios de férias e de Natal iriam ser pagos. Não iriam ser introduzidas mais medidas de austerirade com vista à execução orçamental para o corrente ano. Foi alargado em mais um ano a redução do défice para 3%, imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento para os Países pertencentes ao Euro. Que o défice neste ano se ficaria em 5,6%, no próximo ano seria de 4,3% e, finalmente em 2013 seria atingida a meta dos 3%.

 

José Sócrates apenas anunciou as medidas que não iriam ser aplicadas, visto a troika não ter exigido a sua aplicação. Não teve porém a coragem de dizer aos portugueses quais as medidas exigidas pela troika, medidas essas que, já se sabe, serão dolorosas e afectarão o bolso de todos  nós.

 

Foi pois um espectáculo de pura propaganda eleitoral aquele que foi efectuado por José Sócrates. É algo a que, infelizmente, já estamos habituados, e que certamente nos iremos continuar a assistir, visto que infelizmente não existem alternativas de Governo válidas e credíveis a este Governo. Assistimos pois a um verdadeiro número de circo, protagonizado por um palhaço de péssima categoria.

publicado por novadireita às 10:37
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