Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

Uma Moção Inconsequente

Sob a voz do inenarável Francisco Louçã, o não menos inenarrável Bloco de Esquerda anunciou, com toda a pompa e circunstância, aliada a muito espalhafato à mistura, o que, de resto é típico neles, a apresentação de uma moção de censura ao Governo de José Sócrates. E logo com data anunciada: 10 de Março de 2011, um dia após Cavaco Silva tomar posse como Chefe de Estado nesta República das bananas e de bananas.

 

Pese embora este Governo mereça ser censurado,e não é só este Governo que merece ser censurado, como também as Oposições merecem ser censuradas, estamos desde logo perante uma moção cujo destino se encontra votado ao insucesso. Isto porque apresentada de onde vem.

 

Para que a moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda seja aprovada, será decisiva a posição que o PSD venha a tomar aquando do respectivo debate parlamentar que terá lugar daqui a um mês.

 

Após a vitória de Cavaco Silva nas eleições presidênciais de Janeiro último, onde se verificou a mais elevada taxa de abstenção de sempre em eleições livres, e onde um Presidente da República foi reeleito com a menor percentagem de votos de sempre (o que vem demonstrar à sociedade o quão está desacreditada esta República), que no PSD cheira a regresso ao poder, regresso esse que se poderá verificar quer sózinho, quer em coligação com o CDS. Donde a pressa do PSD em precipitar a queda do Governo seja muita.

 

Porém, não é crível nem é expectável que o PSD viabilize já a queda do Governo do PS, decidindo, isso sim, esperar por melhores dias para precipitar a queda deste (des)Governo socialista. Vamos ver é se esses melhores dias aparecem ou não.

 

Desde logo, porque ainda há menos de 2 meses que o PSD, pela via da abstenção, e na senda do que veio a fazer com os PECS I e II, deu, mais uma vez a mão ao Governo, viabilizando por conseguinte a aprovação do Orçamento de Estado para o corrente ano. Orçamento esse que é um mau Orçamento, conforme o reconhecem reputados economistas não só nacionais como internacionais, já que vai levar a que a nossa economia entre em recessão. O que origina, entre outras coisas, a uma diminuição do consumo e das poupanças das famílias, bem como a um aumento do desemprego.

 

Ora sem se saberem os primeiros números da execução orçamental para o corrente ano, que só deveráo ser conhecidos lá para finais de Março, princípios de Abril do corrente ano, não é de esperar que o PSD deixe cair o Governo, por muito que seja a vontade do PSD em regressar ao poder, precipitando assim uma crise política.

 

Depois, porque são muitas as diferenças entre o que PSD e o BE propõem para a sociedade portuguesa. Desde logo o BE defende um aumento da carga fiscal e uma maior intervenção do Estado na actividade económica, ao que o PSD se tem vindo a opôr. O BE defende leis criminosas, como o aborto e a eutanásia, às quais, se bem que com algumas reservas, o PSD se opõe. Em matéria de costumes o BE defende leis exóticas, como a dos casamentos entre duas pessoas do mesmo sexo e a adopção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo, às quais o PSD, se bem que com reservas se opõe (ainda agora um antigo Presidente da JSD "casou" com outro indivíduo da mesma espécie). E em matéria de Justiça o BE defende a aberrante ideia da criação do Defensor Público, retirando aos Advogados a defesa dos cidadãos economicamente carenciados para a esfera do Estado, podendo dar origem a situações promíscuas no âmbito do processo-crime (o Estado que deduz uma acusação contra um cidadão é o mesmo que assegura a sua defesa em Tribunal pela prática desse mesmo crime), e o PSD, ao que se julga saber, é contra a criação do Defensor Público.

 

Pelo que é dado a conhecer pela comunicação social, o texto da moção de censura apresentado pelo BE é um texto de forte conteúdo ideológico, e, pelo que conheço do PSD, não estou a ver o PSD a votar a favor de uma moção de censura com uma forte carga ideológica, vindo de um partido da extrema-esquerda radical, que defende políticas opostas às que o PSD defende (se bem que em termos de ideologia política o PSD deixe muito a desejar). Daí que a moção de censura ao Governo apresentada pelo BE seja uma moção votada ao fracasso. E que seja também o fracasso e o suicídio político desse aberrante partido político que é dos principais, se não o principal responsável para que em Portugal vigorem leis criminosas, como a da despenalização do aborto, e exóticas, como a que permite o "casamento" civil de duas pessas do mesmo sexo (chamar de casamento à união civil de duas pessoas do mesmo sexo é algo que não lembra ao diabo).

 

Porém, caso o PSD chumbe, ainda que pela via da abstenção, a moção de censura ao Governo apresentada pelo BE, isso poderá acarretar-lhe a breve prazo o respectivo reverso da medalha, como consequências desfavoráveis.

 

Desde logo, porque em menos de um ano, seria a quarta vez em que Pedro Passos Coelho viria em socorro do Governo (veio com os PECS I e II, e como a abstenção na aprovação do Orçamento de Estado para o corrente ano, vindo agora com o chumbo, ainda que pela via da abstenção, da moção de censura do BE), o que lhe retiraria alguma credibilidade aos olhos do eleitorado. É que, caso o PSD inviabilize a moção de censura do BE, o PSD transmite a ideia de que poucas ou nenhumas diferenças existem entre PS e PSD (o que não é de todo mentira), como transmite a ideia de que um Governo PSD, coligado ou não com o CDS, em nada seria diferente do actual Governo do PS (o que também não é de todo mentira).

 

Além de que caso os números da execução orçamental dêm razão ao Governo em que o Orçamento de Estado para este ano se encontra a ser correctamente executado, em em que não é necessária uma intervenção do FMI em Portugal, José Sócrates e o PS, para além de ganharem um inexperado balão de oxigénio, certamente que tirarão dividendos políticos de tais factos, fazendo uma campanha de influência junto da opinião pública de que as políticas seguidas pelo PS eram as correctas (e o PS, sob a batura de José Sócrates já demonstrou ter uma boa máquina de propaganda, mesmo em condições adversas). E aí um regresso ao poder do PSD encontra-se seriamente comprometido.

publicado por novadireita às 15:47
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

Morte Trágica de Advogado

No passado sábado, Cláudio Mendes, um jovem Advogado do Porto com apenas 36 anos de idade, foi cobardemente assassinado pelo avó materno da sua filha de 4 anos de idade, que presenciou tão hediondo crime.

 

Cláudio Mendes teve um relacionamento amoroso com a filha do alegado homicida, que é Juíza em Ílhavo, tendo desse relacionamento nascido uma filha com 4 anos de idade. E aquando de uma visita do pai à filha, devidamente autorizada pelo Tribunal no âmbito do respectivo processo de regulação das responsabilidades parentais, Cláudio Mendes é brutalmente assassinado pelo avó materno da sua filha, que dispara 8 tiros à queima roupa.

 

Tal crime hediondo não pode ficar impune, e o seu autor deve ser severamente punido, pois nada justifica tirar a vida a ninguém. Sobretudo numa situação como a que vitimou o Dr. Cláudio Mendes, já que ele foi visitar a sua filha no âmbito de um regime de visitas autorizado pelo Tribunal.

publicado por novadireita às 18:47
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

1 de Fevereiro de 1908-1 de Fevereiro de 2011; 103 Anos de Vergonha

Faz hoje precisamente 103 anos em que Sua Majestade o Rei D. Carlos I e o Princípe Herdeiro, Sua Alteza Real D. Luís Filipe de Bragança foram cobardemente assassinados por dois energúmenos, de nomes Costa e Buiça, a mando de uma orgazinação criminosa e sinistra, que era a Carbonária, que, segundo alguns historiadores, funcionava como braço armado da não menos organização sinistra que é a Maçonaria.

 

As consequências do Regicídio foram desastrosas para o futuro de Portugal. Com efeito, passados dois anos, foi implantada a República, através de uma Revolução que resultou numa luta fratricida entre Portugueses, e que levou o País para uma grave e profunda crise económica, financeira, social, de valores e moral, como é perfeitamente visível. República essa que, para além de se encontrar esgotada e caduca (a elevada taxa de abstenção verificada nas últimas eleições presidênciais é a prova insofismável dessa realidade), a mesma não teria sido implantada se o Regicídio de há 103 anos não tivesse ocorrido.

 

Prestar uma homenagem a D. Carlos I e ao Princípe Herdeiro D. Luís Filipe, na data em que passam 103 anos das suas trágicas mortes ao serviço da Pátria é um dever patriótico de todos aqueles que amam este País, que não se revéem na República, e que estão fartos do estado a que o País chegou, consequência de 100 anos de República. Que descansem junto de Deus as almas de D. Carlos I e D. Luís Filipe.

publicado por novadireita às 10:44
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