Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

O Dito Por Não Dito de Carlos Silvino

Carlos Silvino, o principal arguido do Processo Casa Pia, mais conhecido por Bibi, deu uma entrevista à Revista Focus, que a SIC transmitiu em directo no telejornal de ontem.

 

Na referida entrevista Carlos Silvino dão o dito por não dito. Diz não conhecer pessoalmente os restantes arguidos do Processo Casa Pia, que estão todos inocentes, que não é homossexual nem pedófilo, e que, quando implicou os restantes arguidos no abuso sexual de menores no Processo da Casa Pia, quer em fase de inquérito, quer em fase de julgamento, o fêz quer porque foi obrigado, quer porque estava sob a influência de medicamentos.

 

Não deixam de serem graves as declarações feitas por Carlos Silvino. Sobretudo porque feitas depois de o tribunal de primeira instância ter proferido o respectivo acórdão, que, à excepção da arguida Gertrudes Nunes, condenou a penas de prisão efectiva todos os arguidos, incluindo o próprio Carlos Silvino, que foi condenado a uma pena de 18 anos de prisão efectiva. Acórdão esse do qual foi interposto recurso quer pelos arguidos, quer pelo Ministério Público, quer pelos assistentes, recursos esses que se encontram a ser apreciados pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

 

Resulta pois que Carlos Silvino mentiu. Resta saber onde mentiu. Se mentiu nas declarações que prestou em sede de inquérito, se mentiu nas declarações que prestou em sede de julgamento, se mentiu na entrevista que deu à Focus, ou se mentiu em ambas as situações, já que, conforme decorre do disposto do Código de Processo Penal, o arguido, sempre que preste declarações, e com excepção dos elementos atinentes à sua identificação e aos seus antecedentes criminais, não é obrigado a falar com verdade.

 

Em todo o caso, a entrevista que Carlos Silvino concedeu à Focus, e onde aparentemente dá o dito por não dito nas declarações que prestou ao longo do Processo Casa Pia constituem uma pedrada no charco e servem para abalar ainda mais a imagem da Justiça em Portugal, imagem essa que se encontra pelas ruas da amargura.

publicado por novadireita às 11:13
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

República em Causa

A taxa de abstenção das eleições presidênciais disputadas ontem tiveram uma taxa de abstenção de 53%, que foi a taxa de abstenção mais elevada em eleições presidênciais. Mais de metade dos eleitores portugueses absteve-se na escolha daquele que querem vêr como Chefe de Estado.

 

Ora quando mais de metade do eleitorado se abstém numa eleição política, significa que algo de grave se passa e que algo está mal na política. E quando essa eleição é a eleição do Presidente da República, isso significa que uma boa parte dos portugueses não se revê na República, e que a República está mal.

 

Que a República está mal, que não interessa a ninguém, e que só contribuiu para o definhar do País e para crises politicas, económicas, sociais e de valores, isso é uma verdade insofismável. Os resultados eleitorais de ontem falam por si.

 

Chegou pois a altura de mostrar aos portugueses que existe uma alternativa a esta República em que vivemos, que se encontra esgotada e acabada. Essa alternativa é a Monarquia Constitucional, de forma a devolver ao País a identidade e o orgulho Pátrio que a República lhe roubou, e a contribuir para um futuro mais próspero para os portugueses, quando os tempos que aí vêm vão ser muito difíceis.

 

É a altura de todos os Monárquicos sem excepção encetarem uma campanha de esclarecimento dos portugueses, usando de todos os meios que têm ao seu alcance, de forma a que os portugueses sejam convencidos de uma vez por todas que Portugal tem muito mais a ganhar tendo como Chefe de Estado um Rei, que é independente dos partidos, e que melhor pode garantir a unidade e a coesão nacional e do povo português, do que um Presidente, que é escolhido em eleições dispendiosas para o País, e que está refém das máquinas partidárias.

 

Sai muito mais barato ao País manter uma Casa Real do que uma Presidência da República. A Casa Real de Espanha custa muito menos a manter aos contribuintes espanhois do que a Presidência da República Portuguesa aos contribuintes portugueses. Os Países mais desenvolvidas da Europa, onde há mais desenvolvimento económico, social e cultural, mais estabilidade política e um maior respeito dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos são Monarquias, não são Repúblicas.

 

É disso que os portugueses têm que ser esclarecidos. É altura de todos nós Monárquicos, sem excepção, arregaçarmos as mangas e esclarecermos os nossos compatriotas das vantagens e benefícios para Portugal e para os portugueses em ter uma Monarquia. É a altura de os Monárquicos deixarem de serem vistos como um bando de betinhos elitistas que frequentam lugares de luxo e se reunem em almoços sumptuosos para discutir a Monarquia, quando não é com almoços e com jantares que se restaura a Monarquia. Os Monárquicos têm que ser vistos como Patriotas que amam o seu País, que querem um futuro melhor para Portugal, que esse futuro melhor passa pela Restauração da Monarquia, e que estão dispostos a lutar por tal objectivo. Luta essa que, repito, não se faz em almoços e jantares elitistas, nem em reuniões fechadas. Faz-se indo para a rua, contactando com o povo, em campanhas e sessões de esclarecimentos, nas redes sociais, na blogoesfera.

 

Tamém é a altura de Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança dizer de uma vez por todas, e de uma forma convicta, que a República está esgotada, que o futuro de Portugal passa pela Restauração da Monarquia, e que ele está disposto a ser Rei. Face à elevada taxa de abstenção nas últimas presidências, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança tem uma oportunidade única e histórica de inverter os acontecimentos rumo à Monarquia. Dificilmente Sua Alteza Real terá outra oportunidade semelhante. Assim queira ele ser Rei de Portugal.

publicado por novadireita às 12:06
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Henrique Raposo e a Direita Gay

na edição do "Expresso" do passado sábado, dia 21, Henrique Raposo, fazendo um artigo sobre as eleições presidênciais que se disputam hoje, diz que a Direita gay tem um preconceito contra Cavaco Silva, e que não vota em Cavaco Silva. Mas que a reeleição de Cavaco Silva, de quem o articulista se assume como apoiante, será uma bofetada dada na cara da dita Direita gay.

 

Desconheço a quem é que Henrique Raposo como sendo membro da Direita gay. Eu sou assumidamente de Direita e heterossexual. Nada tenho contra que dois homens ou duas mulheres queiram viver juntos, mas sou contra que se chame de casamento à união de dois homens ou de duas mulheres. Todavia, não me espantou que Cavaco Silva promulgasse tão aberrante lei, ainda para mais com as explicações pífias e travestidas que deu.

 

Mas há mais motivos que, sendo eu de Direita, me levem a não votar em Aníbal Cavaco Silva. Saliento em pimeiro lugar o facto de ser convictamente Monárquico, me recusar a dar o meu voto numas eleições para um regime que nos foi imposto pela força, num Golpe de Estado resultante de uma luta fratricida entre portugueses, e precedido do hediondo assassinato de Sua Magestade, o Rei D. Carlos I e o Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe.

 

Mas há mais razões que me levam a não votar em Cavaco Silva. Em primeiro lugar, Aníbal Cavaco Silva faz questão de se defenir como social-democrata, cujas ideias, pincípios e valores estão muito longe dos valores, das ideias, valores e princípios da minha Direita, que é conservadora nos princípios, liberal na economia, personalista nas questões sociais e soberanista em relação à União Europeia.

 

Depois, enquanto Cavaco Silva foi Primeiro Ministro deste País durante 10 anos, foi com ele que se iniciou a crise com que Portugal se depara. Foi com Cavaco Silva que a nossa agricultura, as nossas pescas e a nossa industria levaram as respectivas certidões de óbito, fruto de políticas desastradas e assassinas, em que a União Europeia nos deu dinheiro para que os nossos agricultores deixassem de cultivar os seus terrenos, os nossos pescadores deixasem de pescar nas nossas águas e as nossas fábricas deixassem de produzir e fechassem.

 

Além de que foi com Anibal Cavaco Silva que Portugal aderiu ao euro, opção que se revelou desastrosa, e para cujas consequências nefastas Cavaco Silva foi avisado. Foi Aníbal Cavaco Silva que recusou o referendo ao Tratado de Maastricht, que foi o início de um modelo europeu assente em moldes federais, em que Portugal perdia soberania, e cuja ratificação traria consequências nefastas para o País, como efectivamente veio a acontecer.

 

Na altura eu fui Dirigente do então Partido Popular, presidido por Manuel Monteiro, que travou uma luta desigual com Cavaco Silva face ao abismo a que as políticas desse indivíduo levavam o País. E, modestamente, combati politicamente Aníbal Cavaco Silva, não me arrependendo nada de o ter feito.

 

Depois, como Presidente da República, Cavaco Silva está associado a episódios nebulosos da nossa História, ao autorizar o referendo da liberalização do aborto e ao promulgar tão assassina lei, ao fazer pressões junto dos partidos políticos para que não houvesse um referendo ao Tratado de Lisboa, que mais não era do que uma legitimação a posteriori dos Tratados de Maastrichte e de Nice, com vista a instituir uma União Europeia assente em moldes federalistas, e ao promulgar a lei que permite o casamento de duas pessoas do mesmo sexo.

 

Por essas razões, eu jamais poderia votar em Aníbal Cavaco Silva, por quem sinto de resto uma profunda antipatia política. Além de que Cavaco Silva não passa de um saloio convencido, com tiques de ditador, que se julga o Messias e o Salvador de Portugal, quando em abono da verdade Portugal não precisa de Anibal Cavaco Silva para nada, pois ele é um dos coveiros deste País.

 

 

publicado por novadireita às 14:08
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Eleições Presidênciais - Eu Abstenho-me

No próximo domingo os portugueses vão ser chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da República. Estas eleições representam um importante momento histórico para Portugal.

 

Com efeito Portugal vive uma das maiores crises de que há memória na sua História. Crise essa que não é só económica (o País encontra-se endividado até à medula, não tem dinheiro para nada, a economia estagnou, a agricultura, as pescas e a industria estão moribundas e o desemprego aumenta). É também uma crise política, já que somos governados por autênticos bandos de incompetentes,  que nos venderam à União Europeia, e não existem oposições alternativas válidas e credíveis aos incompetentes que nos governam. Como também é uma crise moral e de valores, com leis aberrantes como a que permite o casamento civil de duas pessoas do mesmo sexo, e criminosas, como a actual lei do aborto. Leis essas promulgadas pelo atadinho de Boliqueime que se recandidata à Presidência da República.

 

A crise em que o País vive teve o seu início com a funesta implantação da República, cujo centenário algums comemoraram no ano transacto, implantação essa resultante de um Golpe de Estado emergente de uma luta fratricida entre portugueses, e que só foi possível devido ao cobarde assassinato de D. Carlos I e do Princípe Herdeiro D. Luís Filipe. Crise essa que se se foi agravando ao longo dos anos deste funesto Regime Republicano.

 

Há um grande descontentamento da grande maioria dos portugueses perante a política e a classe política. Cada vez são menos os portugueses que se interessam pelo futuro do seu País. O que não deixa de ser preocupante nos dias de hoje, pois permite que esta corja que nos governe roube impunemente o povo para sustentar os seus vícios. Porém, o descontentamento generalizado do povo português e a fraqueza humana, moral e política dos candidatos à Presidência da República, transforma este acto eleitoral  também numa oportunidade para a afirmação da mensagem Monárquica, como factor de esperança para os portugueses.

 

Ser Monárquico é acreditar que só com a Restauração de um Regime Monárquico salvaguardaremos a liberdade dos portugueses, a democracia, a Independência e a Soberania Nacional que se encontram seriamente em risco com o modelo em que a União Europeia tende a evoluir rumo ao federalismo.

 

Ser Monárquico é assumir com coragem e determinação, uma postura, na palavra e na atitude, de firme e total oposição ao Regime Republicano, e à actual oligarquia partidária a que o mesmo se reduziu.

 

Ser Monárquico é não participar no acto eleitoral que preserva e distingue a República, por coerência doutrinária, e não votar, por consciência política.

 

Há alguns que se intitulam Monárquicos, e que apelam ao voto nulo ou em branco, como também há por aí alguns que se intitulam Monárquicos, como Paulo Portas, António Lobo Xavier ou Luís Pedro Mota Soares, destacados militantes de um partido político com o qual há muito me deixei de identificar, mas que apoiam convictamente a candidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República. Tais atitudes desses que se dizem Monárquicos são atitudes irresponsáveis, e que dão uma má imagem dos Monárquicos. Eu não me revejo nessas atitudes que esses indivíduos tomam.

 

Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança anunciou publicamente a sua atitude de não votar num acto eleitoral com o qual não concorda. Revejo-me na atitude de Sua Alteza Real, e, tal como ele, não irei votar no próximo domingo. Espero é que o povo português siga também esta postura coerência e de coragem política de Sua Alteza Real, e que todos os Monárquicos contribuam para a dignificação dessa atitude.

 

A abstenção eleitoral nas próximas eleições presidênciais será a medida real do actual descontentamento, descrença, indignação e revolta do povo português para com a República. Daí que no próximo domingo ficarei em casa, pois não vou legitimar com o meu voto um regime com o qual não concordo e no qual não me revejo.

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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Combustiveis a Preços Exorbitantes

Esta madrugada o preço dos combustiveis (gasolina e gasóleo) voltaram a subir novamente, atingindo um verdadeiro record jamais visto em Portugal, com o preço da gasolina e do gasóleo a subir para máximos jamais vistos.

 

Portugal vive a maior crise económica e financeira de que há memória, crise essa que se iniciou com a implantação da República, mas cujos antecedentes remotam à famigerada Convenção de Evoramonte de 1834. Crise essa cujos principais efeitos se vão fazer sentir nos bolsos dos portugueses, quando esta semana os funcionários públicos receberem os seus ordenados já com os cortes impostos pelo PEC III e pelo Orçamento de Estado. Não obstante essa crise, os preços dos combustíveis aumenta.

 

Fruto de uma má política de transportes públicos levada a cabo por estes des)governos da Nação, muitos são os portugueses que se deslocam em viatura própria de suas casas para os seus empregos. Pese embora muitos trabalhadores comecem a partir dese mês a terem cortes nos seus vencimentos, mesmo assim o preço dos combustíveis aumenta. Quero ver a partir de agora como é que as pessoas se deslocam de suas casas para os seus empregos. Quiçá de bicicleta, de trotineta ou, porque não, numa carroça puxada por um asino.

 

Para que estado este País caminha. E que povo fraco e frouxo que nada faz para por ordem neste galinheiro em que Portugal se transformou.

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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

José Mourinho Eleito Melhor Treinador do Ano

Numa gala realizada ontem, José Mourinho foi eleito o treinador do ano, o que, como português, me deixou particularmente feliz, pois vi um compatriota meu ser eleito o melhor treinador do Mundo e que falou em português quando soube que fora eleito o vencedor. Sobretudo se tivermos em conta que tinha adversários de peso, como Vicente Del Bosque, selecionador da Espanha, que a levou à conquista do título de Campeã do Mundo de Futebol no último campeonato realizado na África do Sul em 2010, e Josep Guariola, treinador daquela que é a melhor equipa da actualidade, que é o Barcelona.

 

Não há dúvidas que José Mourinho é um excelente treinador, pese embora seja uma pessoa extremamente arrogante e convencida. Os feitos que tem conseguido nas equipas por onde tem passado falam por si. O triplete que conseguiu no Inter de Milão foi deveras fantástico, com a conquista do Campeonato e Taça de Itália e a Liga dos Campeões, sobretudo se tivermos em conta que o Inter de Milão não era dos principais favoritos à conquista da Champions. Daí que o título que conquistou lhe seja inteiramente merecido.

 

Porém espero é tal conquista de títulos por parte de José Mouinho pare enquanto ele é treinador do Real Madrid. É que, sendo eu um ferrenho adepto do Barcelona, não gosto mesmo nada de ver o Real Madrid a conquistar títulos, independentemente de lá jogrem jogadores portugueses e o seu treinador ser igualmente português. Para mim, o Real Madrid é como se fosse o Sporting ou o Porto.

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Vinda do FMI

Neste fim de semana circularam notícias em órgãos de comunicação social estrangeiros de que a Alemanha e a França estavam a pressionar Portugal para que pedisse ajuda ao FMI, de modo a que perante a elevada taxa de juro da dívida pública portuguesa, outros países da zona euro, como a Espanha e a Bélgica não fossem contagiados.

 

Há muito que somos um bando de paus mandados do eixo franco-germânico, tendo perdido quase toda a soberania que nos restava, sendo que o principal culpado dessa perda de soberania é o Sr. Silva de Boliqueime, esse atadinho autoritário que recusou referendos aos Tratados que instituem a União Europeia, impedindo assim que Portugal colocasse reservas de soberania. Daí que não espante que José Sócrates se comporte como um mero comisário polícito de Ângela Merkel e Nicolas Sarkhozy, que são quem efectivamente manda em Portugal, obedecendo segamente ás ordens que esses dois indivíduos lhe ditam.

 

José Sócrates tem dito até à exaustão que Portugal consegue resolver a sua crise económica sozinho e que não necessita de pedir ajuda ao FMI. Por enquanto. Basta ângela Merkel e/ou Nicolas Sarkhozy darem o mínimo sinal de que Portugal efectivamente precisa de ajuda do FMI para resolver a crise económica com que se encontra a braços, para José Sócrates dar o dito por não dito e, quiçá com cara de enterro, vir anunciar ao País que Portugal vai recorrer ao auxílio do FMI para resolver o problema da sua dívida soberana.

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Mais Propaganda Governamental

Com a jactância que lhe é peculiar, José Sócrates veio anunciar que o défice de Portugal se situa abaixo dos 7,3%, que era o patamar com que o Governo se comprometera quando em Maio anúnciou o PEC II.

 

O que José Sócrates não disse é que a redução do défice se deveu à custa de todos aqueles que pagam impostos e que não conseguem fugir dos mesmos, impostos esses que foram aumentados através de um verdadeiro saque fiscal perpetrado por uma corja de incompetentes que (des)governam o País. Bem como tal redução se deveu através da obtenção de uma receita financeira extraordinária, com a transferência do fundo de pensões da PT para a caixa Geral de Aposentações e para a Segurança Social. E que neste ano são pedidos ainda mais sacrifícios aos portugueses, através de novo saque fiscal e da redução de salários na função pública.

 

Daí que não espante que os mercados tenham fixado a taxa de juro da dívida soberana nacional em 7%. Vamos ver como é que corre hoje o leilão da dívida pública portuguesa, e quando é que aterra no Aeroporto da Portela o famigerado FMI.

publicado por novadireita às 10:57
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Verdades Que Custam a Ouvir

Desloquei-me de propósito a Lisboa no passado dia 5 deste mês a fim de assistir à tomada de posse do Bastonário da Ordem dos Advogados, bem como dos restantes membros do Conselho Geral e do Conselho Superior. Fí-lo pincipalmente porque, para além de ser um dos incondicionais apoiantes desde a primeira hora do Dr. António Marinho e Pinto nesta sua cruzada em pról da nossa Ordem, sou, e com que honra, seu Amigo pessoal de há muitos anos, como sou Amigo pessoal de alguns membros do Conselho Geral.

 

Assisti atentamente ao discurso de posse que o Dr. António Marinho e Pinto proferiu. Com algumas pequenas diferenças, revejo-me na essencia desse discurso, e subscrevo-o, não a 100%, mas a 99%.

 

Disse o Bastonário da Ordem dos Advogados no seu discurso que respeitava os resultados das eleições para os vários órgãos sociais da Ordem dos Advogados, e que o Conselho Geral por ele presidido não se iria imiscuir nem interferir nas áreas de atribuição e de competência dos demais órgãos sociais da Ordem dos Advogados. Mas que esses mesmso órgãos também tinham que respeitar os resultados das eleições para o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, onde a lista encabeçada pelo Dr. António Marinho e Pinto venceu em todos os Conselhos Distritais, com maioria absoluta no Porto, nos Açores e na Madeira, e com percentagens de voto de 45% e 44% em Coimbra e em Lisboa, respectivamente.

 

Disse ainda o Bastonário da Ordem dos Advogados que os restantes órgãos sociais da Ordem não se deveriam imiscuir nem interferir nas áreas de atribuição e de competência do Conselho Geral, apelando a que o triste espectáculo que se viveu na Ordem dos Advogados no anterior mandato se voltasse a repetir. Triste espectáculo esse que foi marcado por uma campanha abomínável de desacreditação do Bastonário da Ordem dos Advogados, levada a cabo pelo anterior Presidente do Conselho Superior e respectivos membros, sendo que alguns deles transitam para o actual Conselho Superior, presidido pelo Dr. Óscar Ferreira Gomes.

 

António Marinho e Pinto não disse mentira nenhuma no seu discurso de posse. Com efeito, o clima de afronta que se viveu no último triénio no seio da Ordem dos Advogados, levado a cabo pelos derrotados nas eleições de 2007 foi uma verdadeira página de ignomínia. Direi mesmo de autêntica vergonha, pois todos sabemos que o sistema instalado adquire uma série de vícios. E quando aparece alguém que ousa combater e enfrentar o sistema, esse mesmo sistema, qual alcateia de lobos, usa de todos os meios possíveis e imagináveis para desacreditar todos aqueles que legitimamente ousam discordar desse mesmo sistema.

 

Quando António Marinho e Pinto fez referência às tropelais que lhe foram feitas pelo Conselho Superior, com o beneplácito e complacência dos Conselhos Distritais do Continente, o anterior Presidente do Conselho Superior, e alguns membros do actual Conselho Superior, quiçá armados em virgens púdicas ofendidas pelas observações que lhe eram feitas, abandonaram o Salão Nobre da Ordem dos Advogados.

 

Foi uma atitude infeliz aquela que o anterior Presidente do Conselho Superior e alguns actuais membros deste órgão tomaram ao abandonarem a sala aquando do discurso de posse do Bastonário da Ordem dos Advogados. Foi uma atitude reveladora de falta de democracia, de quem não respeita os resultados eleitorais, e de quem não gosta de ouvir as verdades. É que há verdades que, pese embora sejam muito óbvias e evidentes, mesmo assim custam a ouvir.

publicado por novadireita às 16:24
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Benvindos a 2011

Bem vindos a 2011. O ano em que se assiste ao maior saque fiscal jamais visto em Portugal, com brutais subidas de impostos, quer pela via directa, quer pela via indirecta. O ano em que vamos assistir a cortes salariais na função pública para quem ganha mais de €: 1.500,00 por mês, com excepção dos funcionários públicos dos Açores, que beneficiaram de uma maningância financeira feita por Carlos César, que contou com a cumplicidade do seu camarada partidário José Sócrates. O ano em que a economia portuguesa vai entrar em recessão, em que o desemprego vai aumentar, e, com o aumento do desemprego, vai aumentar a fome, a miséria e as tensões sociais. O ano em que o Estado Portugês vai ainda mais fazer jus à sua fama de caloteiro no que tange ao cumprimento das suas obrigações.

 

Tudo isto se deve a sucessivos (des)governos em que o País viveu muito acima das suas possibilidades, gastando e esbanjando tudo o que tinha e o que não tinha, desgovernos esses que começaram na época em que o atadinho do Silva de Boliqueime foi Primeiro Ministro (e que agora tem a cara de pau de se vir armar em salvador da Pátria), e que se continuaram com os (des)governos daquela picareta falante que era António Guterres, a que se sucedeu o maoista arrependido do Durão Barroso (a quem a mulher o apelidou de cherne), e que culminaram no (des)governo do mintómano e propagandista do José Sócrates. Era inevitável que, mais cedo ou mais tarde viessemos a pagar a factura. E chegou a hora de a pagar.

 

É este, caros leitores, o destino que nos espera em 2011. Bem vindos a 2011. Só tenho pena é que essses criminosos que deixaram o País no estado em que se encontra não prestem contas à Justiça pelos males que fizeram ao País.

publicado por novadireita às 15:59
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