Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Oito Mil Advogados Abandonaram a Profissão em 6 Anos

Foi amplamente noticiado que, nos últimos 6 anos, oito mil Advogados abandonaram o exercício da profissão, na sua grande maioria por, alegadamente não terem dinheiro para pagarem as suas quotas, e por o Estado não pagar atempadamente os honorários do patrocínio forense oficioso a todos aqueles que se encontram inscritos no Sistema do Acesso ao Direito.

 

O exercício da Advocacia massificou-se, fruto de políticas desastradas que aqui me abstenho de comentar, e que levou a que a Ordem dos Advogados servisse de vazadouro a todos aqueles que não conseguiam ingressar nas profissões que ambicionavam - Magistratura Judicial e/ou do Ministério Público, Conservador dos Registos Civis e Predial, Notários, etc., - por aí vigorar o regime de numeros clausus. Daí que se inscrevessem na Ordem dos Advogados para exercerem uma profissão de segunda escolha, para a qual não estavam vocacionados.

 

Finalmente houve um Bastonário corajoso que pôs termo a este verdadeiro regabofe de massificação da profissão, impondo um exame prévio de admissão ao estágio relativamente aos licenciados após Bolonha, que foi a maior fraude que houve no ensino superior. Exame esse que, em minha opinião, deve ser extensivo a todos os licenciados antes de Bolonha, pois o exercício da Advocacia não pode servir como vazadouro dos excluídos das outras profissões.

 

É uma verdade insofismável que as quotas que oa Advogados Portugueses pagam são as quotas mais caras de todas as Ordens dos Advogados dos Países membros da União Europeia. E que, quer fruto da massificação da profissão, com Advogados a mais para as necessidades do País quer fruto de muitos Advogados exercerem a sua profissão em pequenas comarcas, onde os clientes escasseam, existem muitos Colegas que não têm dinheiro para pagar uma quota mensal de €: 37,50 (€: 450,00 ao fim do ano). Nem mesmo aderindo aos planos de pagamento antecipado anual e semestral, com descontos significativos na quota anual.

 

As quotas são a principal fonte de receitas da Ordem dos Advogados, e o Estatuto da Ordem dos Advogados prevê a possibilidade de os Advogados com quotas em atraso serem suspensos do exercício da profissão, bem como a possibilidade de a Ordem dos Advogados recorrer à via judicial para cobrar as quotas em atraso.

 

O Bastonário da Ordem dos Advogados está ciente da dramática situação em que se encontram muitos Colegas de Norte a Sul deste País, que não têm dinheiro para pagarem as suas quotas. Inclusivamente já falou numa revisão dos Estatutos para se ultrapassar e contornar esta triste realidade. Espero bem que empreenda tal revisão estatutária, pois ele é uma pessoa sensível aos problemas dos Colegas com dificuldades.

 

Por outro lado, também é verdade que, pese embora o Estado Português se tenha comprometido a pagar atempadamente os honorários a todos os Advogados que exercem o patrocínio oficioso, o certo é que o Estado não tem cumprido com tal promessa, promessa essa consagrada na lei.

 

O Estado Português revela ter uma personalidade dúplice. Enquanto credor, não perdoa um cêntimo que seja aos devedores, e se estes não pagam pontualmente as suas dívidas, contribuições, impostos e encargos ao Estado, o Estado cobra aos seus devedores juros altíssimos, e não hexita em executar o património dos seus devedores para pagamento dos seus créditos. Enquanto devedor, o Estado Português paga tarde a a más horas as suas dívidas, muitas vezes sem lugar a pagamento de quaisquer juros moratórios, e quase que humilha os seus credores. Em matéria de pagamentos, o Estado Português é o maior caloteiro de todos os tempos.

 

Esta temática deve ser objecto de especial atenção no próximo mandato de António Marinho e Pinto, que terá início no próximo dia 5 de Janeiro.

publicado por novadireita às 22:48
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

Propaganda Natalícia Mentirosa

Como vem sendo hábito, o ateu José Sócrates, tendo como pano de fundo uma Árvore de Natal, de tradição cristã, dirigiu uma mensagem de Natal aos Portugueses.

 

Na sua mensagem de Natal, o inenarrável José Sócrates vem apelar à mobilização e à união dos portugueses em torno das medidas de austeridade que, com o beneplácito do não menos inenarrável Pedro Passos Coelho, se viu na necessidade de pôr em prática nos PECS I, II e III, de modo a equilibrar as contas públicas nacionais, contas públicas essas que há muito que se encontram desiquilibradas, e cujo desiquilibrio começou nos tempos em que o atadinho e castrado do Silva de Boliqueime era Primeiro-Ministro.

 

José Sócrates vem dizer que as medidas tomadas nos PECS I, II e III se devem à grave crise económica que o Mundo inteiro viveu. Pura mentira, e pura demagogia. Se é verdade que o Mundo inteiro foi vítima de uma grave crise económica e financeira, e que os Países mais desenvolvidos já saíram da crise, não é menos verdade que Portugal já vive em crise económica há muitos e bons anos, pois desde a Implantação da República que o País vive acima das suas possibilidades, esbanjando dinheiro a granel, e sustentando um aparelho de Estado caduco, obsoleto, e despesista, aparelho esse assente nas regras do caciquismo, do compadrio, do tráfico de influências e no centralismo asfixiante existente nessa aberração que dá pelo nome de Lisboa. E, mais cedo ou mais tarde, os Portugueses teriam que pagar a factura desse deboche financeiro.

 

José Sócrates assume-se como o Messias que vai salvar o País. Pura mentira, e pura manobra de propaganda eleitoralista, quiçá a pensar em eleições legislativas antecipadas. José Sócrates sempre ignorou os sinais de alerta que algo de errado se passava com as contas públicas portuguesas, sinais de alerta esses vindos quer da União Europeia, da OCDE, do FMI, das agências de notação financeira, bem como de reputados economistas.

 

José Sócrates sempre considerou de falsos, de alarmistas e de agoirentos todos os alertas que vinham quer cá de dentro, quer lá de fora, sobre o estado da economia do País. Para José Sócrates, o País estava no bom caminho, e havia a necessidade de convencer os Portugueses que, efectivamente, o País estava no bom caminho. Daí que José Sócrates tenha vindo dizer vezes sem conta que o País estava bem, criando ilusões aos portugueses, ilusões essas que eram contrariadas por todos os indicadores, e que só existiam na sua fértil e delirante imaginação e dos poucos que acreditam nele.

 

José Sócrates mentiu ao País. Mentiu, porque José Sócrates não passa de um mentiroso, que mente de forma obstinada, com quantos dentes tem na boca. Pior, José Sócrates é um mintómano, porque acredita nas suas próprias mentiras, e julga que os Portugueses são todos estúpidos, e que caem que nem uma patinhos nas mentiras que lhes prega. José Sócrates não tem perfil, nem credibilidade para ser Primeiro Ministro do País, porque, para além de ser um dos responsáveis pelo Estado a que o País chegou, mentiu quer ao País, quer aos Portugueses. Há muito que José Sócrates deveria ter sido demitido e julgado em Tribunal pelo estado em que colocou o País. Só que os Portugueses, na sua grande amioria são um povo frouxo, fraco, de brandos costumes e conformista. E, fruto dessa circunstância, têm o que merecem.

publicado por novadireita às 14:48
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Feliz Natal

Porque estamos em período de festas natalícias, desejo a todos os leitores deste blogue um Santo e Feliz Natal, bem como para todas as vossas famílias, fazendo votos que, mesmo em tempo de uma grave crise económica, o Menino Jesis seja generoso convosco e com as vossas famílias. E que o Natal seja pessado em paz e harmonia, na companhia daqueles que mais amam e vos são mais queridos.

publicado por novadireita às 21:05
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Ordem dos Advogados chuma Orçamento para 2011

A Assembleia Geral da Ordem dos Advogados que se realizou no passado dia 21 chumbou o Orçamento apresentado pelo Conselho Geral para o ano de 2011, o que implica que, mais uma vez, a Ordem dos Advogados viva por duodécimos.

 

Tal chumbo deveu-se a à acção de 4 Advogados, que se muniram de procurações que vários Colegas lhes conferiram, a fim de os representar na Assembleia-Geral, Advogados esses que, juntamente com as procurações que tinha, chumbaram o Orçamento de Estado.

 

António Marinho e Pinto venceu significativa e categoricamente as últimas eleições, disputadas há menos de um mês, ficando a cerca de 20 votos de obter a maioria absoluta. A vitória por si obtida foi a melhor resposta que foi dada a todos aqueles e aquelas que no último mandato tudo fizeram para o descredibilizar, e que na campanha eleitoral recorreram aos golpes mais baixos com vista que António Marinho e Pinto saísse copiosamente derrotado nas últimas eleições.

 

Esperava-se que os opositores de António Marinho e Pinto respeitassem os resultados eleitorais. Infelizmente não foi isso que aconteceu, voltando novamente a concentrar esforços com vista a que, mais uma vez, o Orçamento fosse chumbado. Tudo porque António Marinho e Pinto quer impôr uma gestão de rigor na Ordem dos Advogados, por contraponto às gestões de verdadeiros regabofes financeiros dos seus antecessores.

 

Conforme disse bem António Marinho e Pinto, reagindo ao chumbo do Orçamento para 2011, as raposas mudam de pelo, mas não de hábito. Nada mais certeiro.

publicado por novadireita às 20:53
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Uma Derrota de Lisboa

Já aqui escrevi, por mais de uma vez, que Portugal vive num centralismo asfixiante centrado à volta de Lisboa. Tudo se passa em Lisboa, tudo gravita à volta de Lisboa, quase todas as obras e todos os investimentos são feitos em Lisboa, enquanto que o resto do País é votado ao ostracismo e ao esquecimento.

 

Para além disso, há uma mentalidade generalizada nos vários sectores (político, económico, social e cultural) em que Portugal é Lisboa e o resto do País é paisagem. Os bastardos de Lisboa (e chamo-os de bastardos, que é para não ter que ofender as respectivas mães) julgam-se superiores em tudo, dizendo as piores coisas possíveis e inimagináveis sobre os restantes portugueses, que vulgarmente são apelidados de bimbos, parolos e pacóvios.

 

A isto acresce uma máfia instalada em Lisboa que tudo faz para destruir todos aqueles que, legitimamente ousam enfrentar o poder centralista, fazendo verdadeiros assassinatos de carácter àqueles que anseiam por mudanças, pondo em causa o poder das (pseudo) élites da capital, e que, sem papas na lingua, dizem que em Lisboa existe uma máfia instalada, que olha para o seu umbigo, que é uma estrutura fechada, e que destroi sem dó nem piedade todos aqueles que assumem algum protagonismo contra Lisboa.

 

Na política, essa realidade é visível a olho nu. Veja-se o que é que as (pseudo) elites de Lisboa fizeram a Francisco Sá Carneiro, Mota Pinto, Fernando Gomes, Luís Filipe Menezes, Manuel Monteiro, entre outros. Políticos de vários partidos, corajosos, que se insurgiram contra o centralismo de Lisboa, e que, quando por causa de funções políticas e/ou governativas que tiveram que efectuar em Lisboa, foram queimados nas fogueiras da Inquisição que a máfia de Lisboa lhes ateou.

 

Com a vitória de António Marinho e Pinto para Bastonário da Ordem dos Advogados passou-se uma situação algo semelhante. António Marinho e Pinto é um homem de famílias humildes, que veio para Coimbra estudar e por Coimbra ficou a trabalhar. Candidatou-se pela primeira vez em 2004 a Bastonário da Ordem dos Advogados, tendo perdido porque em Lisboa houve uma forte união em torno de Rogério Alves, impedindo assim a vitória de António Marinho e Pinto. Como Rogério Alves fez um mandato desastroso e a Justiça em Portugal descambou para patamares de descredibilização jamais vistos, nas eleições de 2007 António Marinho e Pinto recandidatou-se, vencendo-as folgadamente.

 

Aí é que os vários aparelhos de Lisboase passaram. Ainda os votos estavam a ser contados, e já dois antigos Bastonários estavam a dar entrevistas a insurgirem-se contra o candidato que veio a ser eleito. De seguida, o mandato de António Marinho e Pinto enquanto Bastonário da Ordem dos Advogados foi marcado por uma campanha de tentativa de assassinato de carácter do Bastonário legitima e democraticamente eleito, fazendo de tudo para o humilhar e o descredebilizar, tentanto até convocar Assembleias Gerais com vista à destituição do Bastonário. Tal campanha foi feita a partir de Lisboa.

 

Só que António Marinho e Pinto, que é um osso duro de roer, resistiu a todas as ignomínias e a todos os ataques e a corja lisboete lhe fez. Recandidatou-se a um novo mandato, e venceu as eleições por uma grande margem, ficando a 20 votos de obter a maioria absoluta. Foi a maior bofetada que Lisboa alguma vez levou na vida, bofetada essa inteiramente merecida. Agora há que como é que Lisboa se vai portar. Se, de uma vez por todas, aceita os resultados eleitorais, ou se vai continuar com a campanha de ataque pessoal ao Bastonário da Ordem dos Advogados.

 

Portugal não é só Lisboa, e há que acabar de uma vez por todas com este centralismo asfixiante que se vive em Portugal. É preciso que apareçam muitos mais Marinhos e Pintos para acabar com o centralismo vigente em que vivemos.

publicado por novadireita às 20:22
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Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Triste Sina Lusitana

1 de Fevereiro de 1908. A Família Real desembarca no Terreiro do Paço, em Lisboa, vinda de Vila Viçosa, onde estivera de férias. Quando embarcou num landau rumo ao Palácio da Ajúda, dois energúmenos a soldo da Maçonaria e da Carbonária, de nomes Costa e Buiça, assissam cobardemente e a sangue frio o Rei D. Carlos I e o Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe.

 

Pese embora os assassinos tenham sido detidos pela Guarda Nacional, de imediato os mesmos foram abatidos, quiçá com medo que ao serem interrogados pelas autoridades judiciais e pelas autoridades policiais, os mesmos dessem com a lingua nos dentes e denunciassem quem é que esteve por detrás de tão brutal crime, uma vez que haviamalguns biltres sem escrúpulos que desejavam a eliminação física de D. Carlos I.

 

Houve um processo judicial, que não chegou a conclusão nenhum, porque, puro e simplesmente, o funesto regime republicano que dois anos depois foi implanatdo, e cujo centenário alguns recentemente comemoraram, teve o condão de fazer desaparecer o processo judicial, e assim os Portugueses ficaram impedidos de saber em que circunstâncias é que D. Carlos I e o Princípe Herdeiro D. Luís Filipe perderam a vida, e quem é que estava por detrás do Regicídio.

 

O resultado do Regicídio foi a implantação desta abjecta e nauseabunda República em que vivemos, e que levou Portugal para a mais profunda miséria, miséria essa quer moral, quer económica, quer social, quer cultural. República essa que jamais seria implantada se D. Carlos I não tivesse sido cobardemente assassinado.

 

4 de Dezembro de 1980. O Primeiro Ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, e o Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, embarcam numa avionete rumo ao Porto, onde iam participar num comício da candidatura do General António Soares Carneiro à Presidência da República numas eleições que iriam ter lugar daí a 3 dias. Escassos segundos depois de o avião ter descolado, segundo relato de testemunhas oculares, há uma exposão a bordo, seguida do embate da aeronave contra prédios situados no Bairro de Camarate.

 

Pese embora desde o início existam indícios mais do que suficientes de que o avião onde seguia Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa seguiam tivesse sido alvo de uma acção criminosa que lhes ceifou a vida, rapidamente o sistema, com o apoio do poder judicial inventou uma tese que vendeu até à exaustão, tese essa de pouca ou nenhuma credibilidade e com grandes falhas de sustentação, segundo a qual Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram vítimas de um acidente de aviação.

 

Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa eram políticos incómodos para o sistema, sistema esse vigente desde a implantação da República, porque, enquanto governantes, preconizavam políticas de ruptura com esse mesmo sistema. Donde, a eliminação física de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa era conveniente aos políticos do sistema, sobretudo da corja que gravitava em torno de Ramalho Eanes: Ainda para mais se tais mortes emergissem de um"acidente".

 

Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa foram cobardemente assassinados, e os Portugueses ficaram privados de saber em que circunstâncias é que o Primeiro Ministro e o Ministro da Defesa morrem. Foi preciso o Tribunal da Relação de Lisboa ter declarado prescrito o procedimento criminal para um conhecido bombista da década de 70 do século passado ter declarado que foi ele quem fabricou a bomba que explodiu no avião onde Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa seguiam rumo ao Porto. E com a morte de ambos o País caminhou rumo ao abismo em que hoje se encontra, e em que certamente não se encontraria se Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa não tivessem sido assassinados.

 

O século XX português ficou marcado por dois acontecimentos trágicos, que foram os cobardes assassinatos de D. Carlos I, do Princípe Herdeiro, D. Luís Filipe, de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa. Nunca se soube em que circunstâncias é que ambos foram assassinados, quem os mandou matar e porquê, porque os respectivos processos judiciais ou desapareceu, como aconteceu com D. Carlos I e D. Luís Filipe, ou prescreveu, como aconteceu com Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. E os assassinatos de ambos trouxeram gravíssimas consequências políticas para o País, consequências essas que não teriam acontecido se não tivessem sido assassinados. Triste sina lusitana.

publicado por novadireita às 19:05
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Hipocrisia Chinesa

O Prémio Nobel da Paz é hoje entregue em Oslo a um dissidente político chinês que se encontra a cumprir uma pena efectiva de 11 anos de prisão, apenas e somente pelo simples facto de discordar do regime político vigente na China, regime esse que é violento e opressor e que não só não respeita os Direitos Humanos, como os Direitos, Liberdades e Garantias de cada cidadão.

 

Como prova da ditadura do proletariado vigente na China, este País, para além de manter em cativeiro o laureado com o Prémio Nobel da Paz e a sua mulher em regime de prisão domiciliária, não só não autorizou nenhum dos familiares do dissidente político cujo nome não me atrevo aqui a escrever para não cometer nenhuma gaffe, como bloqueou todos os acessos à Internet e a órgãos de informação estrangeiros.

 

Isto para não falar de que o governo chinês veio a público classificar de hóstis todos os Estados que se congratulassem com a atribuição do Prémio Nobel da Paz a um preso político que se encontra preso por defender a implantação da democracia no seu País. Isto é a prova que os regimes ditatoriais não são só de direita, conforme apregoam alguns pseudo-democratas da nossa praça.

 

É este o regime político vigente na China, regime esse "venerado" por muitos políticos europeus, que, sem qualquer despudor, recebem nos seus Países dirigentes políticos chineses com toda a pompa e circunstância. Entre os quais se destaca o atadinho do Silva de Boliqueime, que é Presidente desta República das e dos bananas em que este País se transformou, chegando ao ponto de pedir à China que comprasse a nossa dívida pública. Como se a China não pedisse depois, em troca da compra da nossa dívida pública, que Portugal se calasse perante as flagrantes violações dos Direitos Humanos na China.

 

Hoje comemora-se precisamente o Dia Mundial dos Direitos Humanos. Não é só na China onde os Direitos Humanos são violados. Também o são nos Estados de Direito Democráticos, como o é, na aparência, Portugal. Basta ir a um Tribunal Português, para ver que é aí onde mais se violam os Direitos Humanos dos cidadãos, violações essas cometidas por alguns Juízes e Procuradores sem quaisquer escrúpulos, anciosos por mostrarem protagonismo e autoridade.

 

Presto pois a minha sincera e sentida homenagem ao preso político chinês que hoje foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz.

publicado por novadireita às 16:33
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

4 de Dezembro de 1980 / 4 de Dezembro de 2010 - 30 Anos de Vergonha

No passado sábado passaram 30 anos em que Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, Primeiro-Ministro de Portugal e Ministro da Defesa Nacional, foram cobardemente assassinados quando se deslocavam para o Porto, a fim de participarem no comício de encerramento da campanha eleitoral do General Soares Carneiro, que era o candidato que PSD e CDS apoiavam para a Presidência da República.

 

Foi uma notícia brutal, que deixou o País em profundo estado de choque. O Primeiro Ministro de Portugal e o Ministro da Defesa Nacional acabavam de perder a vida em circunstâncias trágicas. Foi como que o desabar de um cataclismo sobre as nossas cabeças. Foi horrível demais para ser verdade. Porém, era verdade.

 

Desde logo todos os indícios apontavam para que o avião que transportava ao Porto Francisco Sá Carneiro, Snu Abecassis, Adelino Amaro da Costa, Manuela Vaz Pires, António Patrício Gouveia e respectiva tripulação tivesse sido objecto de acção criminosa. Tanto mais que, de acordo com depoimentos de testemunhas oculares, entre os quais o Chefe da Segurança do Primeiro Ministro, o avião explodiu no ar antes de embater contra as casas do bairro de Camarate.

 

Ora ensinam as leis da ciência, sobretudo as da Física e da Química, que um avião não explode no ar aquando da descolagem. A menos que exista algo que faça includir essa explosão, como a detonação de um engenho explosivo.

 

Foi isso mesmo que aconteceu, conforme se pôde constatar pelo excesso de estilhaços visíveis nas radiografias tiradas aos pés do piloto Jorge de Albuquerque, bem como para a existência de vestígios de lã de vidro e de nitroglicerina nas roupas das vítimas. Porém, convinha abafar a todo o custo a existência de mão criminosa no desastre aéreo que vitimou Francisco Sá Carneiro.

 

É que é preciso ter presente que na altura em que Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram, Portugal vivia um período de ressaca do PREC, gozando ainda os militares de um poder invejável, com a existência do Conselho da Revolução, militares e Conselho da Revolução esses que estavam com Ramalho Eanes, sendo que Francisco Sá Carneiro pretendia por cobro à hegemonia dos militares na vida política do País, o que implicava a extinção do Conselho da Revolução. Donde, para certos sectores, Francisco Sá Carneiro era um alvo a abater.

 

Acresce que na altura em que Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram, havia um negócio de venda ilegal de armas ao Irão. Negócio esse no qual estavam envolvidos alguns militares próximos de Ramalho Eanes e do Conselho da Revolução que usavam o Fundo de Garantia do Ultramar no negócio de venda de armas ao Irão. Fundo esse que estava inactivo desde a entrega das Províncias Ultramarinas portuguesas aos movimentos pró soviéticos, e que começou a registar movimentos anómalos em 1980.

 

Ora Adelino Amaro da Costa andava precisamente a investigar o envolvimento de alguns militares no negócio de venda de armas ao Irão. Sendo que alguns desses militares eram próximos de Ramalho Eanes e do Conselho da Revolução. E, fruto dessas investigações, Adelino Amaro da Costa terá recebido ameaças de morte, o que o levou a pedir uma arma de defesa para seu uso pessoal. Além de que Adelino Amaro da Costa deslocava-se frequentemente no avião onde veio a perder a vida. Donde, esse avião seria um alvo apetecível para atentar contra a vida de Adelino Amaro da Costa.

 

Logo nas investigações iniciais efectuadas pela Polícia Judiciária, os indícios apontavam para a existência de atentado. Porém, não convinha ao poder político que Camarate fosse um atentado, tentando vender a todo o custo a mui discutível tese de que Camarate foi um acidente, atribuindo-se as culpas do mesmo ao piloto do avião. E houve também a complacência do poder judicial da altura que, engajado ao poder político, corroborou até à exaustão a tese de acidente. Foi preciso o Tribunal da Relação de Lisboa ter delcarado a prescrição do procedimento criminal na sequência de uma acusação particular dirigida pelos familiares das vítimas para que José Esteves, um conhecido bombista da década de 70, ter declarado que foi ele quem fabricou a bomba que foi colocada no avião que transportou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa ao Porto na noite de 4 de Dezembro de 1980.

 

Camarate é pois a verdadeira vergonha do regime. Foi a primeira nódoa no sistema de Justiça português após a funesta Revolução de 25 de Abril de 1974, e que contribuiu para o descredibilizar. Porém a verdade não pode prescrever. Os Portugueses têm o direito de saber as causas em que Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morreram (foram cobardemente assassinados) há 30 anos atrás.

publicado por novadireita às 15:53
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Morte de Êrnani Rodrigues Lopes

Na passada semana faleceu o Prof. Êrnani Rodrigues Lopes, vítima de doença prolongada, que foi Ministro das Finanças no Governo do Bloco Central, a quem se deve a implementação das mais duríssimas medidas de austeridade económica de que há memória em Portugal, antes da implementação das medidas contempladas nos PECS II e III, e a quem se deve a negociação da adesão de Portugal à então CEE.

 

Conhecia de vista Êrnani Rodrigues Lopes, pois ambos passamos as nossas férias de Verão na magnífica praia de São Martinho do Porto, pese embora não tenha tido a honra de o ter conhecido pessoalmente, apesar de o Prof. Êrnani Rodrigues Lopes ter prestado o serviço Militar na Marinha de Guerra sob as ordens directas do meu avô materno, que foi um Distinto Oficial da Armada e a quem a Revolução do 25 de Abril de 1974 tão maltratou, como o fez a milhares de portugueses.

 

No aspecto político, eu e o Prof. Êrnani Rodrigues Lopes tinhamos opiniões diversas, sobretudo em política europeia, em que ele era um entusiasta do modelo europeu, e eu sou defensor de um modelo europeu assente em Estados soberanos. Enquanto Êrnani Lopes era um europeista convicto, eu sou um soberanista convicto. Mas tal não me impedia de escutar atentamente as suas opiniões sobre política europeia.

 

No aspecto económico, Êrnani Rodrigues Lopes era um excelente economista, talvêz mesmo dos melhores economistas portugueses. As suas análises sobre a economia portuguesa eram caustícas e certeiras, como caustícas e certeiras foram as previsões que fez sobre o descalabre económico para que o País caminhava, fruto de (des)governações feitas por bandos de políticos incompetentes, vigaristas, mentirosos e aldrabões. A seu tempor Êrnani Rodrigues Lopes disse que o País precisava de arrepiar caminho, porque se não as consequências seriam desastrosas. E acertou em cheio. O Orçamento de Estado para 2011, os PECS I, II e III falam por si.

 

Êrnani Lopes disse que não gostava nada de ver novamente o FMI a entrar em Portugal, ele que negociou com o FMI o duríssimo pacote de austeridade que implementou enquanto foi Ministro das Finanças. Quis Deus, de quem o Prof. Êrnani Rodrigues Lopes era um profundo crente, que ele partisse antes de o FMI entrar em Portugal, o que acontecerá a breve prazo. Ao menos Deus poupou-o a mais um vexame do País.

 

Com a morte de Êrnani Rodrigues Lopes o País fica mais pobre, e São Martinho do Porto perde um dos seus mais Ilustres Filhos. Cala-se para sempre uma voz inteligente e lúcida.

publicado por novadireita às 10:57
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

370 de Restauração

No passado dia 1 de Dezembro comemoraram-se 370 ano sobre a Restauração da Independência de Portugal quando, um grupo de Portugueses, encabeçado pelo Duque de Bragança, Senhor Dom João, que mais tarde veio a ser coroado como Rei, se revoltou contra 60 anos de ocupação castelhana da Corôa Portuguesa, na sequência da derrota na Batalha de Alcácer Quibir, onde o Rei D. Sebastião I morreu sem deixar descendentes.

 

A ocupação espanhola foi prejudicial a todos os níveis para Portugal. Desde logo com a ocupação de antigas Colónias Portuguesas por parte da França, da Inglaterra e da Holanda, Países que estavam em guerra com Espanha, terminando com uma total perda de soberania de Portugal frente a Espanha, fruto da União Ibérica que Filipe IV de Espanha e III de Portugal estava a preparar, União Ibérica essa que faria de Portugal uma mera província de Espanha.

 

Foi pois contra esse status quo vigente que um grupo de Portugueses liderados pelo Duque de Bragança se decidiu revoltar. Com a Revolta de 1 de Dezembro de 1640 Portugal restaurou a sua Independência enquanto País e enquanto Povo, e D. João IV iniciou então a Dinastia da Casa de Bragança, Dinastia essa que só foi deposta com a triste e funesta implantação da República.

 

Porém o Portugal de hoje em nada difere do Portugal no período compreendido entre 1580 e 1 de Dezembro de 1640. O País perdeu a sua soberania com a adesão à União Europeia e à Moeda ùnica (para o qual tanto contribuiu o atadinho do Silva de Boliqueime, qual Miguel de Vasconcelos dos tempos modernos), somos (des)governados por uma corja de incompetentes que mais não são do que meros lacaios da Senhora Merkel e do Senhor Sarkhozy, a economia portuguesa encontra-se de rastos, 10% da polulação portuguesa encontra-se desempregada, temos uma agricultura ao abandono, pouco ou nada produtiva, e, pese embora tenhamos um vasto território marítimo, deixamos de ter frota pesqueira, deixando as nossas águas à mercê de pescadores espanhois.

 

Passados 370 anos sobre a Restauração da nossa Independência, numa altura em que Portugal nada vale enquanto País, é pois a altura de pensar se não vale a pena de novo fazer um novo 1º de Dezembro, de modo a que Portugal restaure a sua Independência, e corra com esta corja de Migueis de Vasconcelos que têm (des)governado o País.

 

Que o exemplo, a coragem, o patriotismo e o amor a Portugal de D. João IV iluminem aqueles que ainda amam este País, que estão revoltados com o estado em que a Pátria se encontra e que querem por a Pátria em ordem e devolver-lhe o prestígio e a credibilidade que a Pátria em tempos teve. É pois a altura de se fazer um novo 1º de Dezembro. O quanto antes. 

publicado por novadireita às 19:29
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