Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Ainda o Abertura do Ano Judicial

A cerimónia de abertura do ano judicial ficou marcada pelos discursos de Cavaco Silva e de António Marinho e Pinto, discursos esses em que os oradores têm razão nas afirmações que fizeram.

 

Cavaco Silva disse que muitas das leis são feitas mais por critérios políticos, e sem sensibilidade pelas necessidades dos portugueses, de que é exemplo a recente lei do divórcio. Tem razão Cavaco Silva.

 

Com efeito, muitas das leis são feitas de modo a salvaguardar os interesses de políticos e/ou titulares de cargos públicos que estão a braços com problemas com a Justiça. Quem é que não se lembra das últimas alterações do Código Penal e do Código de Processo Penal. As mesmas foram feitas à medida do processo da Casa Pia, em que pessoas do PS estavam envolvidas no mesmo. E a recente lei do divórcio mais não é que uma verdadeira aberração jurídica, em que se banaliza o recurso ao divórcio, aumentando o número de proceeos de divórcio em tribunal, e elimina a culpa como causa do divórcio litigioso, sendo que o conceito de culpa é dos principais conceitos do Direito Civil, e o Direito da Família é um dos ramos do Direito Civil.

 

António Marinho e Pinto culpa muitos Juízes, Procuradores, Advogados e Polícias pelo lodaçal que grassa na Justiça, para além de dizer que há uma grande promiscuidade entre poder político e poder judicial. António Marinho e Pinto tem carradas de razão no que diz.

 

Com efeito, nos nossos tribunais assistimos a Juízes e Procuradores que usam e abusam da autoridade em que se encontram investidos, desrespeitam os demais intervenientes processuais, e maltratam muitos Advogados, desrespitando-os por completo. Além de que existem Polícias que usam e abusam dos suspeitos nos interrogatórios a que os mesmos são submetidos. Todavia, também existem bons Juízes e Procuradores, que respeitam os demais intervenientes processuais, e com quem dá gosto fazer julgamentos. e existem bons Polícias, que respeitam os direitos e deveres dos detidos quando os estão a interrogar.

 

Além de que, fruto da promiscuidade existente entre Política e Justiça, a Justiça tende a ser politizada, e a Política tende a ser judiscializada, com as nefastas consequências que daí advéem e que infelizmente temos assistido.

 

Porém há um detalhe que quase ninguém fala, e que é inadmissível num Estado de Direito democrático. É a excessiva onerosidade da Justiça, com custas elevadíssimas. A Justiça é um bem de luxo que o Estado vende a preços sumptuosos, quando aqui ao lado em Espanha o acesso à Justiça é gratuito para todos os cidadãos.

publicado por novadireita às 11:34
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Declarações infelizes

Ruben Micael, o mais recente reforço de Inverno do Porto veio dizer que quando era jogador do Nacional da Madeira na presente época foi insultado por Rui Costa no tunel do Estádio da Luz, e que Jorge Jesus lhe havia posto por 2 vezes os dedos na cara. Isto no intervalo do Benfica-Nacional em Setembro último, que o Benfica venceu por 6-1.

 

Se as afirmações de Rubem Micael correspondem à verdade, então porque é que ele não falou mais cedo? Porque é que só o fez quando se transferiu para o Porto? É que não cabe na cabeça de ninguém que tais acontecimentos relatados por Rubem Micael, a serem verdade, só tenham sido divulgados 4 meses após a ocorrência dos mesmos.

 

A menos que seja mais uma manobra da guerra movida pelo Porto contra o Benfica por causa dos acontecimentos ocorridos no tunel do Estádio da Luz no último Benfica-Porto que o Benfica ganhou por 1-0 e a escassas semanas do Porto-Benfica a jogar no Estádio do Gradão, partida a contar para as meias-finais da Taça da Liga.

 

Se o é, trata-se de mais uma das muitas trapaças feitas por Jorge Nuno Pinto da Costa para manchar o futebol português.

publicado por novadireita às 11:27
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Abertura Ano Judicial 2010

Com toda a pompa e circunstância, realiza-se hoje no Salão Nobre do Supremo Tribunal de Justiça a cerimónia alusiva à abertura do ano judicial. Pese embora o ano judicial comece verdadeiramente em Setembro, após o regresso das férias judiciais do Verão, o certo é que é em finais de Janeiro que a cerimónia se realiza.

 

Por lá irão discursar, para além do Chefe de Estado (recuso-me a chamar o Sr. Silva de Presidente da República, uma vez que não reconheço esse regime político), o Primeiro-Ministro, o Bastonário da Ordem dos Advogados, o Procurador-Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

 

A Justiça em Portugal está numa grave crise, tendo mesmo batido no fundo. E não se vê um milagre que a possa salvar. E mais se tem falado na crise da Justiça em Portuga, porque, finalmente, a Ordem dos Advogados tem um Bastonário coragoso (de quem tenho a honra de ser Amigo, apesar de do ponto de vista político, termos ideias completamente opostas), que tem denunciado a podridão que grassa no universo judiciário português. O que tem contribuido para que o Dr. António Marinho e Pinto seja um "saco de pancada" daqueles que contribuiram para que a Justiça chegasse ao estado a que chegou (alguns Advogados das grandes Sociedade de Advogados de Lisboa, Juízes e Procuradores que têm uma noção corporativa do sistema de Justiça, e que não querem que lhes tocam nos privilégios e mordomias que lhes foram dadas ao longo dos anos).

 

Veremos pois quais são os discursos que logo à tarde serão proferidos. E se saem medidas concretas para tirar a Justiça do pântano em que se encontra mergulhada. Tenho sérias e fundadas dúvidas.

publicado por novadireita às 12:35
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Pinto da Costa suspenso por 3 meses

A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes de Futebol Profissional decidiu aplicar uma suspensão de 3 meses a Jorge Nuno Pinto da Costa.

 

Terão estado na origem da sanção aplicada expressões profeiras pelo Presidente do Porto em Outubro do ano passado sobre a Liga Sagres (I Divisão), na sequência de uma anterior sanção aplicada a Pinto da Costa no âmbito do processo "Apito Final".

 

Pinto da Costa é useiro e vezeiro em insultar tudo e todos, com termos que roçam o azedume e o insulto (os únicos insultos proferidos por esse indivíduo e que eu subscrevo na integra são os que ele dirige a Lisboa, cujas únicas coisas bonitas que tem é o Estádio da Luz e a tabuleta que diz A1 Norte). Sobretudo quando o Porto perde e/ou não lidera o campeonato de futebol.

 

É pois altura de pôr termo a tanta grosseria, que só mancha o desacreditado futebol português.

publicado por novadireita às 10:53
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Tão Amiguinhos Que São

José Sócrates, depois de semanas penosas a sofrer derrotas políticas no Parlamento, com a oposição em bloco a chumbar muitas propostas do Governo (naquilo a que Francisco Assis chamou de coligação negativa), está novamente em alta.

 

Com efeito, José Sócrates tem garantida a aprovação no Parlamento do Orçamento de Estado para este ano, contando para o efeito com as prestimosas abstenções do PSD e do CDS.

 

PSD e CDS envolveram-se num despique mano a mano, que mais parecia uma disputa de 2 mulheres pela escolha do noivo, que, no caso era o o Governo, com vista a ver com qual dos 2 partidos o Governo iria negociar com vista à aprovação do Orçamento de Estado para este ano.

 

O Governo pouco ou nada cedeu. E algumas das exigências do PSD ou do CDS, como o fim do Pagamento Especial por Conta (famigerado imposto que todas as empresas têm que pagar ao Estado, independentemente de terem lucro ou não), ficaram metidas na gaveta. Ou então sofreram pequenas modificações (o PEC terá algumas reduções).

 

Desde que (aparentemente) foi restaurada a democracia, que PS e PSD têm governado o País, se bem que em algumas alturas em coligação com o CDS. E os resultados dos Governos PS, PS/CDS, PSD e PSD/CDS estão bem à vista. Uma economia de rastos, uma industria fraca e pouco competitiva, uma agricultura inexistente, total submissão aos espanhois em matéria de pescas, uma Justiça desacreditada e descredibilizada, desemprego elevado, baixos salários e poder de compra, altos índices de pobreza, contas públicas desiquilibradas, criminalidade elevada, perversão dos valores da família, etc., etc.

 

Agora PSD e CDS viabilizam o Orçamento de Estado do PS. Orçamento esse que não resolve os principais problemas do País. Tão amiguinhos que eles são.

publicado por novadireita às 11:26
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Um pouco de humor sobre José Sócrates e os preservativos

Mandaram-me um e-mail onde é feita uma comparação entre José Sócrates e os preservativos, que não resisto a transcrever.

 

"O Governo de Sócrates é igual à Camisa de Vénus.

 

A explicação:

 

A Camisa de Vénus permite inflação, impede produção, destroi a próxima geração, protege um bando de caralhos, e ainda transmite um sentimento de segurança... enquanto na verdade, está fodendo alguém!

 

Incontestável! Descrição perfeita!!!".

 

E mais não digo. É que, pese embora já não haja nem PIDE, nem COPCON, há as Secretas, tipo SIS, que me podem dar cabo do canastro

publicado por novadireita às 17:13
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Artigo de António Marinho e Pinto sobre Mário Soares

Com a devida vénia ao "Diário do Centro", transcrevo um artigo que o Meu Colega, Amigo e Bastonário da Ordem dos Advogados escreveu sobre Mário Soares, artigo esse que, num post próximo, será por mim comentado.

 

"A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levadas a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.

 

Enquanto desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do País, que vão desde o Presidente da República até ao Deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comentadores» e comentadores de serviço, etc. Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.

 

Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem, e que o País (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc». Vejamos então porque é que não gosto deles.

 

A primeira ideia que se agigante sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios, mas sim fins. É-lhe atribuida a frase "Em política, feio, feio, é perder".

 

São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e dos seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.

 

Já depois do 25 de Abril, assumiu-se como o homem dos Americanos e da CIA em Portugal e na própria Internacional Socialista. Dos mesmos Americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile, e que colocara no poder Augusto Pinochet.

 

Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a Revolução, e foi amigo de Nicolae Ceausescu, figura que chegou a apresentar como modelo a ser seguido pelos comunistas portugueses.

 

Durante a Revolução Portuguesa, andou a gritar nas ruas do País a palavra de ordem "Partido Socialista, Partido Marxista", mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seis Governos notabilizaram-se por 3 coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central), que foram os salários em atraso.

 

Insultos a um Juiz. Em Coimbra, onde veio uma vez como Primeiro-Ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos), e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o Juiz não teve outro remédio se não libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse Magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.

 

Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigências dos interesses pessoais de figuras públicas.

 

Soares é arrogante, pesporrante e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto Presidente da República durante a presidência aberta em Lisboa: «Ò Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca em Portugal um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.

 

Em minha opinião, Mário Soares nunca fdoi um verdadeiro democrata. Ou melhor, é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sábe-o: tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.

 

Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses e as suas ambições pessoais.

 

Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio País.

 

Em 1980, não hesitou em apoiar objectivamente o General Soares Carneiro contra Eanes, não por razões políticas, mas devido ao ódio pessoal que nutria pelo General Ramalho Eanes. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a Presidência da República a um General do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunidades, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.

 

Confesso que não sei porque é que o séquito de prosélitos do soarismo, onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído o actual Presidente da República, apareçam agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário.

 

Soares. Na altura todos meteram a cabeça na areia, incluindo o próprio clã dos Soares, e nem tugiram nem mugiram, apesar de as acusações serem então bem mais graves  do que as de agora. Porque razão é que Jorge Sampaio se calou contra as «calúnias» de Rui Mateus?

 

Dinheiro de Macau. Anos mais tarde, um senhor que fora Ministro de um Governo chefiado por Mário Soares, Rosado Correia, vinha de de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. A "proveniência" do dinheiro era tão pouco limpa, que um membro do Governo de Macau, António Vitorino, foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.

 

Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do Governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso Emaudio (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos intímos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. Menano do Amaral chegou a ser responsável pelas finanças do PS, e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.

 

Não havia seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas no livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em Tribunal os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos. Aliás, no que respeita a Macau só um Pais sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa naquele Território, com os chineses pura e simplesmente a chamarem ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território. Esse epíteto chegou a ser dirigido aos amis altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de Betino Craxi, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.

 

Veja-se também a amizade com Felipe Gonzáles, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o problema político do País Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do Lumpen e da extrema-direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.

 

Mário Soares utilizou o cargo de Presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que com tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto Primeiro-Ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo Mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje sem põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.

 

Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado».

 

Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja, logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de carvalho nunca prestou vassalagem a Soares, e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.

 

Funcação com dinheiros públicos. A pretexto de uns papeis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.

 

Mas não: acabou por fazê-lo com dinheiros públicos. Só o Governo, de uma só vez, deu-lhe 500 mil contos, e a Câmara de Lisboa, presidida pelo seu filho, deu-lhe um prédio no valor de centenas de milhares de contos, Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares, e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro estorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tivessem valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo, ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivavam Soares. O que ele pretendia era outra coisa. Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida do País. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.

 

O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado do mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que "alguém" comprou toda a edição), está disponível em:

 

http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos,

ou http://www.ferrao.org/documentos/Livro_Contos_proibidos.pdf

ou http: www.rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf"

 

 

 

publicado por novadireita às 14:49
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Alteração do Código de Processo Penal

O Governo vai rever o Código de Processo Penal, procedendo a alterações num diploma que tem apenas 2 anos de vigência.

 

As alterações passam pelo alargamento da medida de coacção prisão preventiva a certos tipos de crime com molduras penais inferiores a 5 anos, onde se engloba as ofensas à integridade física e a violência doméstica, a alterações dos prazos de duração dos inquéritos e à revisão do segredo de justiça.

 

A intenção parece ser boa. Aguardemos para ver quais são as altereções que em concreto o Governo pretende introduzir no Código de Processo Penal.

publicado por novadireita às 11:32
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Etarras Detidos em Portugal

Numa operação conjunta da GNR e da Guardia Civil, dois indivíduos alegadamente pertencentes à ETA, organização terrorista que há vários anos luta pela independência do País Basco, foram detidos em Torre de Moncorvo. E às horas em que escrevo este post, encontravam-se detidos nas instalações da Polícia Judiciária em Lisboa, a fim de serem submetidos a primeiro interrogatório judicial na qualidade de arguidos.

 

O Governo de Espanha já pediu a extradição dos indivíduos. Todavia os mesmos são alegadamente suspeitos de terem cometidos crimes em território nacional.

 

Já há algum tempo que se ouve falar que Portugal é um dos pontos de passagem para a ETA, bem como da existência de possíveis bases da ETA em Território Nacional. É possível, pois somos um País de brandos costumes, e temos umas leis penais em que se favorece o delinquente em deterimento da vítima.

 

Mas há um facto muito importante que contribui para que sejamos um ponto de passagem para a ETA, e que essa organização terrorista possa ter bases em Portugal. É o fim das fronteiras, na sequência do Acordo de Schengen. Com a abertura das fronteiras, sobretudo das fronteiras aéreas e terrestes, Portugal tornou-se um porto de abrigo para toda a espécie de criminosos, bem como permitiu que pessoas a contas com a Justiça tivessem saído livremente do País, sem qualquer espécie de problemas. Quem é que não se lembra da fuga para o Brasil do Padre Frederico? Ou de Fátima Felgueiras, que se auto-proclamou como a primeira exilada política no pós 25 de Abril?

 

Para quando a revogação, por parte de Portugal, do Acordo de Schengen e o policiamento e patrulhamento de todas as nossas fronteiras?

publicado por novadireita às 12:34
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Paulo Almeida novo Presidente da Distrital de Coimbra do CDS

Depois mais um episódio de guerras internas logo após as eleições autárquicas, guerras internas essas que são uma constante do CDS, Paulo Almeida, numas eleições pouco participadas (votaram cerca de 130 militantes do CDS em todo o Distrito de Coimbra) venceu com uma vantagem de cerca de 60 votos a lista encabeçada pelo anterior (e recandidato) Presidente Carlos Nunes da Silva.

 

Saí do CDS por razões sobejamente conhecidas em Março de 2003. Pouco ou nada tenho a ver com este CDS, e não é minha intenção voltar a este CDS. Sobretudo enquanto predurarem certas filosifias e práticas políticas, e enquanto certas pessoas estiverem à frente dos destinos do Partido.

 

Porém conheço bem o novo Presidente da Distrital de Coimbra do CDS. Apesar de achar que está no partido errado, tenho por Paulo Almeida amizade, estima e consideração pessoal. Pelo que lhe desejo as maiores felicidades à frente dos destinos da Distrital de Coimbra do CDS, desde que tal não colida com a defesa das minhas ideias para o futuro da Direita no nosso Distrito.

 

Mas o que me confrange é ver na lista de Paulo Almeida um indivíduo como Vice-Presidente do Conselho Distrital de Jurisdição, indivíduo esse cujo nome não me recordo nem vejo razões para o efeito, e que é das maiores nulidades políticas que conheci em toda a minha vida e com quem, infelizmente, tive que lidar.

 

Esse indivíduo foi "eleito" Presidente da Comissão Política Concelhia de Tábua, corria o ano de 2000, numas eleições de legalidade duvidosa. Eleições essas que foram devidamente impugnadas por mim para o órgão do qual ele é hoje Vice-Presidente. Esse órgão, num inusitado acórdão feito à imagem e semelhança da anterior Presidente da Distrital, Sónia Sousa Mendes, nega provimento ao recurso por mim interposto. Acórdão esse que estava cheio de flagrantes, confrangedores e notórios erros de Direito, e do qual foi interposto recurso para o Conselho Nacional de Jurisdição do CDS. Recurso esse que não chegou a ser apreciado, porque o órgão do qual o indivíduo foi eleito Vice-Presidente no passado sábado, na altura presidido por Adelaide Freixinho, reteve indevidamente o processo.

 

Tal indivíduo, uma vez "eleito" "Presidente" de uma pseudo concelhia, e em ano de eleições autárquicas, leva a que o CDS tenha desertado do combate autárquico em Tábua. Não por ausência de candidatos. Mas porque esse indivíduo considerou que os candidatos disponíveis não eram válidos e credíveis. Pelo que pergunto se acaso esse indivíduo é válido e credível. E a única coisa que soube fazer enquanto "Presidente" da Concelhia foi escrever um escrito insultante e mediocre reagindo após 2 meses a um artigo de opinião que escrevi no "Jornal de Tábua", onde critiquei a deserção do CDS nas eleições autárquicas em Tábua no ano de 2001. Isto para não falar na persseguição política interna que, à boa maneira estalinista, me moveu.

 

Também por causa desse indivíduo saí do CDS em Março de 2003. Esse indivíduo é um produto acabado da actual trupe que paira no CDS. Trupe essa que levou a que em 2003, entre outros, um antigo Presidente da JC e do Partido tivesse abandonado o CDS.

 

Meu caro Paulo Almeida, andas muito mal acompanhado. Depois não digas que eu não te avisei.

publicado por novadireita às 12:06
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